Patricia Palumbo

Moreno Veloso no Olodum e Marina Lima na Timbalada – Grito de Carnaval no Vozes do Brasil!!!

08/02/2010 · Deixe um comentário

Eu gosto muito de carnaval, adoro o pretexto pra vários dias de folia, adoro as antigas marchinhas e até achava que a Chiquita Bacana existia de verdade. Quando era criança fazia parte de um bloco organizado por minha mãe e saía com meus irmãos e amigos na avenida da praia todos os anos. Começamos fantasiados de índios com um bumbo, duas caixas e um monte de apitos, nos últimos desfiles tínhamos carro alegórico e uma bateria campeã. Minha mãe compunha o samba enredo… Foram muito bons esses carnavais de rua.
Hoje tenho preguiça da aglomeração e do repertório dos trios, mas ainda gosto de assistir os desfiles e acompanhar o movimento de longe. E gosto especialmente dos blocos de percussão como a Timbalada e o Olodum que tem vida além da festa.

O Olodum tem escolas de canto, dança, percussão, o grupo de teatro de onde saiu Lázaro Ramos, gravações com Paul Simon, Ziggy Marley e Jimmy Cliff e aquela batida inconfundível. Achei no youtube, meu canal de tv preferido, esse vídeo de Rappin Hood com a Banda Olodum Mirim, um clip feito pro projeto Tambor Cidadão.

Moreno Veloso no cd “Maquina de Escrever Música”, o primeiro do projeto + 2, gravou a deliciosa “Deusa do Amor” em versão voz e violão e canta “… foi no bloco Olodum que encontrei meu amor…” Está na programação de carnaval do Vozes do Brasil dentro desse espírito de buscar pérolas no repertório da folia de momo.

O outro bloco que eu adoro é a Timbalada que começou depois que Carlinhos Bown virou o timbau e passou a tocar o instrumento de pé e com as duas mãos. Ele foi o maestro da Timbalada que já chegou a reunir 400 percussionistas de uma vez só. E isso é de uma força incomparável! Ele mesmo já gravou aguns sucessos de carnaval e faz a ponte entre o que antigamente se chamaria de lançamento de meio de ano com o que se toca nas ruas. Mas foi Marina Lima que se destacou numa apropriação de repertório. Ela gravou no disco “Abrigo” de 95, a canção “Beija Flor”, de Xexéu e Zé Raimundo. Tocou muito nas rádios naquele ano e eu toco até hoje. Me lembro de ver Marina fazendo a coreografia da Timbalada nos shows dessa turnê, charme total! O arranjo dela, de Willian Magalhães e Fernando Vidal ficou excelente. E o clip, feito por Andrucha Waddington é uma maravilha.

Esse é o grito de carnaval do Vozes do Brasil!!!

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Sade com disco novo e Zélia Duncan num clássico de Elizeth

06/02/2010 · 1 Comentário

Não dá pra deixar passar esse lançamento. Depois de dez anos ausente a linda Sade Adu volta com novo álbum e a mesma boa e velha banda de sempre. Tá aqui o clip da balada que da nome ao cd. Semana que vem tem lançamento mundial.

E enquanto isso, aqui no Brasil, Zélia Duncan faz mais uma pequena temporada de seu novo disco – Pelo Sabor do Gesto – no Sesc Pinheiros. No repertório tem o novo cd e algumas pérolas garimpadas nessa longa e variada rota que Zélia tem traçado com coerência e qualidade. Por exemplo esse clássico tirado do repertório de Elizeh Cardoso, “Janelas Abertas”, que fez parte do histórico lp de 1958, “Cançao do Amor Demais”, com João Gilberto e sua revolucionária batida de violão e os parceiros Tom Jobim e Vinicius de Moraes mostrando que não vieram pra brincar. Aqui nesse vídeo a gente dá uma espiada na passagem de som e tem o prazer de ver e ouvir o violão de Arthur Nestrovski acompanhando Zélia Duncan.

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Do morro da Mangueira até Pernambuco com Cartola, Lampião, Lírio Ferreira e Chico Science

04/02/2010 · Deixe um comentário

Estou cada vez mais fã do Canal Brasil. Ontem a noite, ilhada por causa da chuva não fui à Ocupação Chico Science no Itaú Cultural e liguei a tv na maior tristeza. Dei de cara com o documentário de Lirio Ferreira e Hilton Lacerda, “Cartola, Música para os Olhos”. Fiquei vidrada e feliz de novo. O mesmo Lírio que fez o excelente “Baile Perfumado” cuja trilha tem a participação de Chico e de toda aquela turma genial de Pernambuco. Me senti confortada…

No filme sobre Cartola uma das cenas mais bonitas e emocionantes para mim foi tirada daquele repertório fundamental de Fernando Faro e seu programa Ensaio. Cartola canta “Nós Dois” e Dona Zica está lá com ele, os dois trocam olhares e ela sorri todo o tempo. É de uma beleza comovente essa parceria. Um trecho da letra: “devemos trocar idéias e mudarmos de idéia, nós dois, e se assim procedermos seremos felizes, depois…”

E no épico “Baile Perfumado”, que Lirio Ferreira dirige com Paulo Caldas – outra figura importante pra história da cultura de Pernambuco, a trilha sonora é maravilhosa. Tem Chico Science, Fred Zero Quatro, Lúcio Maia, Siba e Stella Campos cantando a música tema que é das minhas preferidas. O filme foi lançado em 97 e além da qualidade cinematográica inegável, a historia bem contada, roteiro e atores excelentes, uma textura maluca na tela, foi também uma bela maneira de colocar essa nova música pernambucana na roda.
Vejam como a performance do Nação Zumbi e Chico Science casam perfeitamente com a história de Lampião.

Agora Lírio Ferreira, de quem sou fã incondicional, está em cartaz com o filme sobre Humberto Teixeira, “O Homem que Engarrafava Nuvens”. Mais uma vez o diretor se joga no universo musical brasileiro e traz preciosidades. Humberto Teixeira foi um dos principais parceiros de Luiz Gonzaga e escreveu lindezas como “Kalu” (que é só dele), “Asa Branca”, “Assum Preto”, “Qui Nem Jiló” e outros clássicos do baião.

No fim, por conta da chuva, fiz uma viagem musical com ajuda de Lirio Ferreira e ele nem sabe disso. Fui do Morro da Mangueira até Pernambuco. Agora vou ver a Ocupação Chico Science no Itaú Cultural antes do fim do dia, antes que venha o temporal. Depois trago noticias e desde já recomendo muito esses dois programas, nos cinemas “O Homem Que Engarrafava Nuvens” e no Itaú essa mostra multimídia com uns dos mais inventivos musicos brasileiros. Eu vou lá.

Veja aqui o hotsite da Ocupação: http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/

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O primeiro Vozes inédito do ano!

03/02/2010 · Deixe um comentário

Hoje é dia de Vozes do Brasil inédito aqui em São Paulo. Depois ele segue por aí pra Curitiba e Santos no sábado e na outra terça vai pra Belo Horizonte.
No final do ano passado conversei com Elza Soares, Dominguinhos e Francis Hime e guardei as entrevistas pra começar 2010. Aí estão, com uma programação do repertório desses feras da nossa música.
Aproveito também o primeiro do ano pra tocar coisas novas, discos que recebi nas férias e gostei muito. Tem Otto, Ed Motta e Maria Rita, Ana Carolina e Luiz Melodia, Anelis Assumpção e Gui Amabis, Fernanda Takai e John Ulhoa. Vários duetos por uma feliz coincidência. Essa gravaçao da Ana Carolina com o Melodia é incrível. Eu adoro o samba “Cabide” que Ana compôs pra Mart’nália e tinha curiosidade de ouvir na voz da autora. Taí, com a preciosa contribuição de um dos maiores cantores do Brasil. Me deixa feliz ouvir Luiz Melodia cantar por isso toco sempre no programa e quem ouve o Vozes faz tempo até grita “bingo!”. O dueto de Ed com Maria Rita também está delicioso. A pilantragem do título dá a deixa do som, a música é a cara da malandragem anos 70 de Carlos Imperial e sua turma com a maior qualidade, swing e charme. As duas duplas que encerram a seleção tirei do cd que comemora os 10 anos do projeto Guri que forma jovens músicos aqui em São Paulo. E a molecada toca no disco, muito bacana!

Pra saber nome de música, discos, autores e tudo o mais entre na página acima “Play List do Vozes”, e pra saber dos horários e emissoras que transmitem o programa “Vozes do Brasil no Rádio”. Aí é só se programar e aumentar o volume. Bom divertimento!

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Dia 02 de fevereiro é dia de festa no mar. Aqui tem Iemanjá, Baden Powell e Caymmi.

02/02/2010 · Deixe um comentário

Baden Powell fez os maravilhosos afro-sambas com Vinicius de Moraes e sua obra é conhecida pela relação estreita com os ritmos africanos. Hoje, dia de Iemanjá, 2 de fevereiro, aproveito pra postar aqui uma parte do documentário “Saravah” realizado pelo francês Pierre Barouh. Ele esteve no Vozes por ocasião do lançamento do filme em dvd aqui no Brasil e foi lindo! Esse documentário merece ser assistido. Tem Baden, Bethânia e Pulinho da Viola super jovens tomando uma cerveja, tocando violão e conversando com Barouh. É maravilhoso. Hoje, destacamos o papo sobre Iemanjá.

É impossível falar do mar e da intimidade da canção brasileira com as tradições africanas sem citar Dorival Caymmi, aquele mulato lindo que encantou e foi encantado por Carmem Miranda e imortalizou a nossa Bahia.
Aqui nesse trecho de outro documentário, “Um Certo Dorival Caymmi”, de Aluisio Didier, Caymmi fala de sua estréia no rádio, assunto que muito me interessa. A gente até já conhece a história, mas vale a pena ouvir de novo especialmente quando é ele mesmo que conta.

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Groupe des Bambaras, o som do deserto.

28/01/2010 · 2 Comentários

Conheci no sudoeste do Marrocos, perto de Merzouga, o Groupe des Bambaras. Eles vivem à sombra das dunas de Erg Chebbi. Os bambaras, também conhecidos como gnawas ou gnaouas, são descendentes dos escravos que vinham da África Negra. Nesse vilarejo chamado Khamlia eu ouvi o som do deserto do Marrocos.

Nesse jeito tradicional o canto é uma mistura de bambara, linguas bérberes e árabes. Durante a performance eles movem todo o corpo exceto a cabeça. Pra eles a música tem um papel social importante porque é a manifestação de uma cultura que não se pode esquecer, a cultura de seus ancestrais do Mali, do Senegal e do Sudão.


Além disso é parte da vida cotidiana na cura das enfermidades e nas festas. A dança, os cantos e a melodia que se repete servem também para entrar em transe e fazer contato com o outro mundo.


Os instrumentos da música dos bambaras são rústicos mas nada simples. Eles usam um alaúde de corda e de percussão chamado guembri ou hajhouj; castanholas grandes de metal chamadas grageb; e tambores ou gangas.

Veja aqui Groupe des Bambaras e sua música hipnótica tocada nas dunas de Merzouga.

E há também os grupos que usam a música tradicional como base e fazem sua própria mistura com guitarras e baixos elétricos. O discurso é de liberdade, exaltação da vida nômade ou tuaregue em contato com a natureza árida e o homem valente do deserto. Claro que há também as canções de amor.
Nesse vídeo dá pra ver como eles gravam os discos no Marrocos. Veja os tapetes, as anotações em árabe e as roupas dos músicos. Esse vídeo é de um cantor chamado Tinariwen e seu novo álbum “Companions” ou “Imidiwan” em bérbere.

Vozes do mundo!

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Eu Menti Pra Você – o genial primeiro solo de Karina Buhr

26/01/2010 · Deixe um comentário

SURPRESA MINHA, SURPRESA SUA
(release do cd de Karina Buhr escrito por mim)

De meia rendada, sapatinho de menina, laço no cabelo, maquiagem colorida, Karina Buhr quase engana um incauto com uma carinha tímida. Logo seus olhos meio esverdeados se lançam sobre a platéia e saem da boca dessa figura doce que “uma fúria odiosa já está na agulha” ou uma canção de ninar pras crianças de Bagdá que diz ”dorme logo antes que você morra, está chovendo fogo e as ruas estão queimando”. Karina trabalha com o espontâneo e o inusitado de quem diz que quer passar a tarde estourando plástico bolha mas com um conteúdo muitas vezes desestabilizador. Suas imagens não são comuns e há qualidade na construção: “o céu embaixo das nuvens, a terra por baixo do asfalto, o centro da Terra que puxa a gente, a gente pula contra a vontade do chão”. Até pra falar de amor o discurso poético não é óbvio: “fria, não miro a ira, não miro mas te acerto no peito, quando mudo meu amor de endereço.
Karina nasceu na Bahia mas foi criada em Pernambuco onde viveu intensamente a música de raiz, as pastoras, o cavalo marinho, o maracatu. E traz de lá esse colorido em suas musicas e letras. Tem qualquer coisa de sonho a impressão que fica ao ouvir seu disco, ao ver seu show. Uma nuvem te envolve. E eu acredito que esse barato se dá pela originalidade de seu discurso que está nas letras, na postura de palco, na concepção musical contemporânea, livre da definição de gêneros e estilos. A diversidade é hoje uma realidade cultural e Karina Buhr é um talento em destaque nessa cena.
Há cerca de dez anos, Itamar Assumpção me disse o seguinte: a musica brasileira tem muitos melodistas populares, Luiz Gonzaga, Monsueto, Cartola, Lupicínio, Adoniran, as melodias são eternas, então se você diz que está na tal MPB tem que prestar atenção nisso, ser diferente é o mínimo!”.
Karina Buhr é diferente. “Eu Menti pra Você” é seu disco de estréia em carreira solo depois de anos no Comadre Fulozinha e já é uma das melhores coisas desse ano que começa agora. Os músicos são o que há de melhor nessa geração: Bruno Buarque (bateria, arranjos), Mau (baixo e arranjos), Guizado (trompete), Otávio Ortega (teclados e bases eletrônicas), Dustan Gallas (órgão, Rhodes, clavinet), Marcelo Jeneci (acordeon) e as guitarras mas incríveis do pais Edgard Scandurra e Catatau, além da atriz alemã Juliane Elting e do percussionista cubano Pedro Bandera. Os caminhos sonoros, como já disse, vão muito além do conhecido. As referências estão diluídas na originalidade dessa reunião de talentos e faria feliz o exigente Itamar como faz a mim.
Há muito tempo eu esperava ouvir algo assim. Pra entender o que eu digo ouça o disco com liberdade e atenção pra aprender com Karina Buhr quando ela diz “pelo avesso vamos pro fundo (…)sinto muito que você não pensa nisso, surpresa sua. Mas pode ser também surpresa minha, surpresa sua”. E fique feliz!

Quer ouvir Karina Buhr? Entre aqui: http://www.myspace.com/karinabuhr

Quer comprar o cd? Aqui vão os dados:
KARINA BUHR “EU MENTI PRA VOCÊ”
Lançamento: Independente
Distribuição: Tratore
Preço médio: R$ 20,00

www.karinabuhr.com.br

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Melhor âncora de rádio???

21/01/2010 · 7 Comentários

Tô feliz da vida porque acabei de saber pelo Twitter que sou finalista do conceituado Troféu Mulher Imprensa. Uma turma de gente séria do meio é que escolhe os nomes que participam e depois a gente concorre em votação popular pela internet. Fui finalista algumas vezes e devo confessar que isso me envaidece, afinal são 26 anos dedicados ao rádio… Acabei de fazer essa conta e fiquei passada! Eu concorro com várias outras colegas bacanas. Pra conhecer a lista e dar seu voto basta entrar no link: http://bit.ly/8jzUde

Quem sabe você que me lê e me ouve ainda me escolhe a melhor âncora do rádio…
Já pensou?

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Doce Solidão com Marcelo Camelo

19/01/2010 · Deixe um comentário

Olha só que delícia!

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Cê tá pensando que eu sou Loki, bicho?

18/01/2010 · 5 Comentários

Tenho me dedicado ao ócio criativo, à preguiça sem culpa e aproveito pra colocar algumas pendências culturais em dia. Como não consigo me desprender da música nem nas férias finalmente tive tempo e assisti “Loki”, o excelente documentário sobre Arnaldo Batista feito por Paulo Henrique Fontenele. Fiquei comovida. Achei bonito, bem feito, uma homenagem mais do que merecida pra um dos formadores da nossa música pop. O depoimento de Tom Zé é maravilhoso. As imagens de arquivo dos tempos áureos dos Mutantes são deliciosas. A entrevista na volta de uma viagem pra Londres é fantástica. Os meninos estão lindos, psicodélicos até a alma e falando como as crianças talentosas que eram, entusiasmados, inocentes. A edição é primorosa. Enquanto Arnaldo Batista conta suas histórias e faz reflexões importantes, ele está pintando um quadro e as imagens se alternam entre as que ele cria e as de arquivo. Lindo, tocante e muitas vezes esclarecedor. Outras vezes só nos deixa um pouquinho mais curiosos e confusos sobre a mítica banda, a separação, a saída de Rita Lee. Mas, a verdade, como diz Sérgio Dias, é que cada um tem a sua verdade, tem a sua versão, tem a sua história. Dinho e Liminha também contam as suas e é interessante ver como ficou tudo meio enevoado pela juventude e pela experiência lisérgica.
Imagine ter 20 anos naqueles anos loucos. Estar no topo do mundo. Arrastar multidões. Cantar pro Brasil inteiro pela televisão. Se vestir como quiser. Fazer música pop de vanguarda ao lado dos maiores artistas do país. É muita coisa! Dá pra pirar!

Esse é o trailer do filme:

Rita Lee liberou o uso da sua imagem mas não participou do documentário. Faz uma falta brutal, é claro. Aqui nesse vídeo da década de 80 ela fala dos Mutantes e diz que o casamento com Arnaldo foi uma farsa pra brincar com a Hebe e que na verdade eles eram só bons amigos de infância.

E esse vídeo foi tirado de um programa da Tv Cultura que contava a história do rock no Brasil. Além dos Mutantes ali presentes estavam os Novos Baianos, Secos e Molhados, Tim Maia, Jorge Ben, todos em pauta como precursores do rock nacional. Histórico!

E nesse mesmo espírito de preguiça, zapeando a tv depois de assistir Loki, tive a supresa de ver passar no Canal Brasil o Vozes Do (Co) Mentado! Foi delicioso rever e assim, de surpresa, domingo de chuva, na tv, esse filme feito nos bastidores do Sesc Vila Mariana em 2002 por Helena Maura e Thiago Taboada na ocasião do lançamento do meu primeiro livro. Preciso abrir uma página aqui no blog só pra ele…
Depois das férias.

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