Patricia Palumbo

Otto no Vozes do Brasil. Ao vivo como nos velhos tempos…

10/03/2010 · 2 Comentários

Queridos amigos e ouvintes,
depois de longos invernos, e verões, vamos entrar no ar ao vivo outra vez!
E vai ser nessa quarta pela Eldorado FM a partir das 20hs.
A sintonia é a mesma: 92,9.
Mas a novidade é que teremos transmissão pela internet com webcams e o nosso bom e velho “Chat do Vozes” de volta!
Nosso convidado é o pernambucano Otto mostrando seu novo disco “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”.
A Raquel Zorzi, nossa produtora, está fechando também a Isaar. Lembram? Comadre Fulozinha, DJ Dolores, Baile Perfumado… Pois é, vai ter sotaque pernambuco essa nossa volta pro ao vivo.

Aqui um trecho do filme “Solo Diós Sabe”, de Carlos Bolado, com a música de Otto e Julieta Venegas, “Saudade”.

Achei super interessante o clipe/trailer e fui procurar a sinopse do filme. Aqui está:

Dolores (Alice Braga) é uma brasileira, estudante de arte, que vive em San Diego. Quando viaja a Tihuna com suas amigas, ela encontra Damián (Diego Luna), um jovem e místico jornalista mexicano. É um passaporte perdido que os aproxima. Na Cidade do México, uma intensa paixão surge entre os dois, mas Damián guarda um segredo que pode separá-los para sempre. O Destino conduz o casal ao Brasil, onde Dolores precisa compreender os eventos que a cercam e Damián tem que tomar uma difícil decisão.
Ano de Produção: 2006
Diretor: Carlos Bolado

É um dos assuntos possíveis com Otto hoje a noite no Vozes do Brasil.

Acesse o chat: www.vozesdobrasil.com.br/chat

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Jussara Silveira, nossa amiga que é poeta sem ser.

09/03/2010 · 2 Comentários

Ando meio sem palavras, por isso vou só postar aqui um videozinho feito no Estúdio Outra Margem por Vange Milliet nos tempos em que o Vozes era feito de lá. Bons tempos, aliás.
Escolhi Jussara Silveira, cantora baiana de altíssimo nível, que Alice Ruiz e eu escolhemos como nossa amiga que é poeta sem ser formalmente poeta. No livro Vozes Vol.2 publicamos uma entrevista com ela que explica isso. E quem a conhece nem precisa ler, já sabe.

Neste vídeo, feito em novembro de 2007, Jussara é acompanhada dos músicos Luiz Brasil, Sérgio Reze e Tamina Brasil e interpreta a música “Uma canção por acaso” composta por Tiago Torres Da Silva e Pedro Jóia.

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Johny Alf sempre esteve na minha lista de sucessos. Prefiro as flores em vida.

05/03/2010 · 5 Comentários

Tenho falado bastante sobre a lista de sucessos que li na Billboard. Achei de uma tristeza sem fim esse retrato do rádio no Brasil. No ano passado a Rolling Stone me pediu uma lista de canções fundamentais da música brasileira. Vários jornalistas e músicos fizeram suas listas e mandaram pra lá. Na minha, entre as primeiras estavam “Eu e a Brisa”e “Ilusão à Tôa”. As duas do genial Johny Alf, o Genialf pra Tom Jobim.
Eu não sou exatamente uma doutora em música, não sei ler compassos, não sei nada de harmonia nem de arranjo. Mas sei quando ouço uma coisa boa, nesse caso, nas criações de Johny Alf, uma coisa espetacular, diferente, sofisticada e muito muito gostosa de ouvir. “Ilusão à Tôa” pra mim é uma obra prima, uma peça exemplar do que há de melhor na canção brasileira, um encontro harmonioso entre o tema, a letra e a melodia.
Entrevistei Johny Alf uma única vez em toda minha carreira de rádio. Eu ainda estava na Cultura Am e ele foi até lá. Tentei fazer com que ele tocasse piano, tentei arrancar um sorriso, mas ele estava abatido, triste, se sentindo esquecido. E eu ali com todos os discos dele, ansiosa por ouvi-lo. Isso foi nos anos 80, uma época em que era careta gostar de múica brasileira se não fosse rock’n roll ou deboche. Difícil.
De uns tempos pra cá, com a decadência dos velhos esquemas e a retomada do gosto da juventude pela diversidade (mesmo com esse massificante e emburrecedor jogo contra das emissoras de rádio) Johny Alf voltou a ser ouvido. Por pequenas platéias, mas já era alguma coisa. Aqui em casa sempre tocou. Na minha lista sempre esteve e eu cantarolo “Ilusão à Tôa” toda hora, por mais dificil que seja cantar essa melodia toda intrincada de Johny Alf.
Pra redimir os ouvidos do pessoal aqui de casa e pra lembrar dessa maraviha, vamos ouvir Gal Costa e Elis Regina fazendo um dueto de gigantes nessa canção.
E que a morte desse artista inventor, original, único, sirva pra lançar luz sobre sua obra. Viva Johny Alf!

Ilusão à Tôa (Johny Alf)

Eu acho engraçado
Quando um certo alguém
Se aproxima de mim
Trazendo exuberância
Que me extasia

Meus olhos sentem
Minhas mãos transpiram
É um amor que eu guardo há muito
Dentro em mim
E é a voz do coração que canta assim
Assim

Olha, somente um dia
Longe dos teus olhos
Trouxe a saudade do amor tão perto
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho

Mas embora agora eu tenha perto
Eu acho graça do meu pensamento
A conduzir o nosso amor discreto
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Pois nem de leve sabes que eu te quero
E me apraz essa ilusão à toa

Vale dizer que na lista da Rolling Stone não entrou “Ilusão à Tôa” e que eu gosto tanto dessa música que ela foi tema de um post mais antigo aqui no blog com uma linda versão de Caetano Veloso. Sou do time que prefere as flores em vida.

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Tom Zé na Biscoito – Nosso astronauta libertário em retrospectiva

04/03/2010 · 1 Comentário

Uma excelente parceria se firma entre Tom Zé e a Biscoito Fino. Depois do cd “Estudando a Bossa” vem aí cd e dvd num pacote de retrospectiva de carreira. Já não era sem tempo. Um gênio inventor. Um compositor referência e absolutamente original. O tropicalismo em pessoa. E uma grande história pra contar.
O trabalho foi capitaneado por Charles Gavin, o baterista responsávelpelo resgate de muita coisa boa nos arquivos e acervos da nossa música. Foram noites de shows no teatro da Fecap em São Paulo e mais depoimentos e bastidores. Mal vejo a hora de assistir tudo.
Por enquanto está disponível esse pedacinho do dvd “Pirulito da Ciência”. Senta, que lá vem história…

Eu já fiz com Tom Zé a entrevista sobre o “Pirulito da Ciência”. Só estou esperando chegar o pacote pra montar o Vozes do Brasil e fazer um barulhão. Mas desde já recomendo visitas periódicas ao blog do Tom Zé. Cada vez que a gente se encontra eu aprendo alguma coisa, saio com recomendações de leituras ou de novas dietas, e já que ele também joga as idéias na tela, todo mundo pode aproveitar.
Blog do Tom Zé – UOL Blog.

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Juliana Kehl e Alessandra Leão – Pernambuco e São Paulo se encontram mais uma vez no Vozes do Brasil

03/03/2010 · 2 Comentários

Ela canta, compõe, fotografa, assina a direção de arte e já sai fazendo bonito no primeiro cd. O Vozes do Brasil dessa semana começa com uma entrevista que Juliana Kehl me deu aqui em casa falando sobre tudo isso. Eu demorei pra ouvir esse cd de estréia e agora estou encantada com ele. Gosto especialmente de “Rede na Varanda” e “A Musica Mais Bonita”, essa eu separei pra mostar também aqui no blog. Reparem nos solos de slide do Rovilson, o rapaz é mesmo muito bom! E na letra, é claro, que é linda.

Com sotaque bem diferente e outras referências, Alessandra Leão é a minha entrevistada do segundo bloco do mesmo programa. Alessandra também faz parte do Comadre Fulozinha como Karina Buhr (que vocês já conhecem bem pelo Vozes do Brasil). Ótimas letras e arranjos originais são a marca de “Dois Cordões”, o cd que ela mostra no Vozes. Guitarras de 6, 7, 10 e 12 cordas, tambores chamados de ilús que eu passei a conhecer agora e nas mãos da cantora quase sempre os caxixis. Nesse vídeo Alessandra e a banda mostram a música “Varanda”, uma das que tem maior acento pernambucano nesse trabalho.


Pernambuco e São Paulo se encontram mais uma vez no Vozes do Brasil.
Pra ouvir as músicas e as entrevistas consulte a página Vozes do Brasil no Rádio onde você encontra as emissoras e os horários do programa.

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“Nós somos feios mas temos a música” – Leonard Cohen e Janis Joplin

28/02/2010 · Deixe um comentário

Estou assistindo maravilhada o documentário “I’m Your Man” sobre Leonard Cohen, o bardo canadense que eu adoro. Além da sucessão de canções clássicas com vários intérpretes tem o melhor de tudo: o próprio Cohen contando suas histórias. Trechos de poemas, os livros que escreveu, as mulheres, os discos, a famiia, os poetas, budismo e punk rock. Ele diz que as canções são uma espécie de troco que ele dá à beleza que o toca. É lindo.
Essa canção que eu separei pra postar aqui foi escrita para janis Joplin e a frase do título que eu transcrevi faz parte da letra. Cohen diz que foi muito deselegante da parte dele contar que Janis foi sua inspiração, que ela mesmo não ligaria, mas a mãe dele sim. Eles moraram no mesmo lugar em New York, o Chelsea Hotel, e pelo jeito tiveram um rápido caso de amor. Bom, eram os anos 60. Quem canta “Chelsea Hotel” no documentário é Rufus Wainwright. Aqui é o monge mais sedutor da face da terra, Leonard Cohen. Com legendas em espanhol…

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Todo Amor Que Houver Nessa Vida – Cássia e Cazuza

25/02/2010 · 2 Comentários

Cássia Eller me contou que ouvir Cazuza lhe deu coragem pra ser cantora. “Tive um baque depois que ouvi o cara cantando”, ela disse. Eles não se conheceram, se esbarraram, mas ainda segundo Cássia, “não rolou nada”. Imagine o perigo que seria isso! Dois furacões, dois talentos desse tamanho e com tanta vontade de viver, tanta gana e entrega.
Foi Waly Salomão que acabou promovendo o encontro desses dois monstros românticos. Além de poeta genial, Waly tinha incrível talento para o mundo da música, vide Gal FaTal e as tantas parcerias com Adriana Calcanhotto. Ele foi o produtor e diretor do disco “Veneno Antimonotonia” de 97 e do show “Veneno Vivo”, também lançado em cd. Foi a única ocasião em que Cássia Eller se demorou no camarim pra maquiagem e figurino antes de um show.
Bom, o resultado todo mundo conhece e é de arrepiar. Cássia cantando Cazuza é poesia pura, é mão e luva, é remédio pra dar alegria, é todo amor que houver nessa vida…

As imagens são do Acústico MTV. Lindo arranjo, banda da pesada. Vou agora mesmo rever o show inteiro!

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Cris Aflalo, Tom Jobim e Erasmo Carlos na semana do Vozes do Brasil

24/02/2010 · Deixe um comentário

Ainda na semana da indignação com a parada de sucessos sigo aqui com meu prazeroso trabalho de tocar a diversidade da música brasileira no rádio.
No Vozes do Brasil dessa semana eu garimpo uma antiga de Tom Jobim gravada ao vivo em Montreal no final dos anos 80. Estou falando da maravilhosa “Falando de Amor” que ele chama de choro canção. Uma delícia de arranjo, uma letra dessas de tirar o folego de tão simples e bonita. É quase uma crônica. Vejam aqui:

E tem ainda Caetano Veloso e sua homenagem à bossa nova com “Saudosismo” numa versão mais tropicalista; Fernanda Takai homenageando a Jovem Guarda; o pernambucano Junio Barreto e seus amigos bons; e Erasmo Carlos com Chico Buarque numa versão linda de “Olha”. Essa, eu aproveito pra colocar aqui junto com outras imagens dos bastidores da gravação do disco “Erasmo Convida Vol.2″, que eu adoro.

Na segunda parte do programa tem uma entrevista com Cris Aflalo e Luis Waack feita lá no estúdio onde eles gravam, ensaiam e trabalham. Cris lançou seu segundo disco no ao passado e ainda está em turnê de lançamento. Nesse final de semana ela faz shows em São Paulo no Tom Jazz. Aqui vai uma das canções do disco. Esse número foi tirado do incrível site Música de Bolso – que eu recomendo aqui na lista de links.

E assim vamos. Fazendo a nossa própria lista de sucessos.

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A luz caleidoscópica de Dulce Quental

22/02/2010 · 3 Comentários

Adoro tocar no rádio o que normalmente não toca por aí. Comprei o último número da revista Billboard e me deu a maior tristeza ver a lista das mais tocadas. Em todas as capitais o que mais se ouve é música sertaneja. Nada contra o gênero, o que me entristrece é a falta de diversidade nessas programações. Tudo igual. Num país como o nosso… é no mínimo um contrasenso.
Mas, vamos ao que interessa.
Adoro tocar Dulce Quental. Além do timbre delicioso, da sensibilidade impressa na sua voz, ainda temos o prazer de ler em suas canções a influência da literatura e do lindo cenário carioca. Na década de 80 ela gravou 3 discos solo e eu comprei todos. Gravou Herbert Vianna, Cazuza e Itamar Assumpção. Uma voz dissonante no melhor sentido. Muito tempo depois Dulce volta com o lindo “Beleza Roubada” que vive na seleção do Vozes do Brasil.
Separei aqui um bom exemplo dessa delícia que é a música de Dulce Quental. Seria tão bom ouvi-la mais por aí…

Pra ver os discos da Dulce e ouvir seu som vá no Myspace : http://www.myspace.com/dulcequental
E pra saber das novidades e ler Dulce Quental, vale a pena conhecer o blog Caleidoscópicas:
http://caleidoscopicas.blogspot.com/

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Com Sergio Sampaio, Tom Zé e Ligiana botam o Bloco na Rua!!

12/02/2010 · 8 Comentários

Na série Carnaval hoje vamos botar pra gemer!! Acabei de receber por email da cantora Ligiana esse clip da sensacional, icônica e emblemática marcha de Sérgio Sampaio “Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua”. Grande elenco nessa gravação, a ficha técnica está logo aqui depois da letra. É pra ver e cantar junto.
Obrigada Ligiana!!

Eu quero é botar meu bloco na rua
(Sergio Sampaio)
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Participação : Tom Zé
Serrote : Fernando Alves Pinto
Metais : Marcelo Monteiro
Violão 7 cordas : Emiliano Castro
Bateria : Simone Sou
Palmas : Alfredo Bello, Fernando Alves Pinto, Fernando Cavaco e Ligiana.

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