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Cazuza foi o primeiro.

Tudo aconteceu meio por acaso. Eu era foca na Rádio Cultura AM e Cazuza estava na cidade. Veio pra São Paulo fazer show no Aeroanta, a casa de shows mais descolada dos anos 80, e uma repórter da rádio foi escalada pra fazer a coletiva. Tanto pedi que ela topou me levar junto desde que eu não abrisse a boca, mas não consegui cumprir o combinado. Eu era louca por ele, adorava as letras, o jeito sexy, sedutor, debochado e ao mesmo tempo com alguma coisa de antigo, de Dolores Duran, de Lupicínio. E foi sobre isso que comecei a conversar com ele interrompendo a coletiva.

Posso dizer que ele adorou estragar tudo pros jornalistas, como era de seu temperamento, e saiu falando sobre esses compositores e a importância da música popular no seu rock canção.
Esse show foi em 1988, com direção de Ney Matogrosso, rendeu o disco “O Tempo Não Para” e ficou marcado como um dos momentos mais emocionantes de Cazuza no palco.

Agora vejam ele aqui nessa entrevista com Leda Nagle quando ele partiu pra carreira solo. Cheio de charme e de saúde. Impossível não se apaixonar.

Cazuza foi oficialmente meu primeiro entrevistado. Saí dessa coletiva com a certeza de que queria fazer isso da minha vida profissional, entrevistar artistas que eu admiro e descobrir os processos, os bastidores, os caminhos da composição e tudo isso que se ouve no Vozes do Brasil. O programa vai completar 13 anos agora em 2011. Naquela época o Vozes ainda não existia mas Cazuza foi o primeiro.

Mais uma vez sou finalista do Troféu Mulher Imprensa na categoria Âncora de Rádio junto com outras 4 profissionais da área. Escolha a sua aqui escolha aqui no link pro Portal Imprensa e vote.

Todo Amor Que Houver Nessa Vida – Cássia e Cazuza

Cássia Eller me contou que ouvir Cazuza lhe deu coragem pra ser cantora. “Tive um baque depois que ouvi o cara cantando”, ela disse. Eles não se conheceram, se esbarraram, mas ainda segundo Cássia, “não rolou nada”. Imagine o perigo que seria isso! Dois furacões, dois talentos desse tamanho e com tanta vontade de viver, tanta gana e entrega.
Foi Waly Salomão que acabou promovendo o encontro desses dois monstros românticos. Além de poeta genial, Waly tinha incrível talento para o mundo da música, vide Gal FaTal e as tantas parcerias com Adriana Calcanhotto. Ele foi o produtor e diretor do disco “Veneno Antimonotonia” de 97 e do show “Veneno Vivo”, também lançado em cd. Foi a única ocasião em que Cássia Eller se demorou no camarim pra maquiagem e figurino antes de um show.
Bom, o resultado todo mundo conhece e é de arrepiar. Cássia cantando Cazuza é poesia pura, é mão e luva, é remédio pra dar alegria, é todo amor que houver nessa vida…

As imagens são do Acústico MTV. Lindo arranjo, banda da pesada. Vou agora mesmo rever o show inteiro!