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Quer aprender a sambar? Caetano e Moreno Veloso ensinam!

Às vésperas da maior festa do samba (ou pelo menos era assim antigamente) eu vou contribuir com uma aula fundamental. Caetano e Moreno Veloso dão seus passinhos e ensinam as diferenças e os truques de um bom samba no pé. Esse vídeo é genial!!

E eu aproveito pra copiar aqui um texto delicioso que lí num dos blogs que eu mais frequento, que é o Quando Nada está Acontecendo, de Noemi Jaffe. Tem sempre ótimos textos, mas esse sobre Caetano eu queria ter escrito…

ontem, cantarolando a canção “qualquer coisa”, me dei conta de que nela, rimam as palavras “apanhe” e “mamãe”. “quero que você ganhe, que você me apanhe, sou o seu bezerro gritando mamãe.” logo depois, numa conversa, fiquei sabendo dos manifestos jóia e qualquer coisa, em que caetano veloso defende com a mesma contundência a precisão do ourives e o relaxamento expansivo. e mais uma vez, então, me senti mais livre por reconhecer a genialidade de caetano e por saber que ele está muito vivo e entre nós. não é um reconhecimento reverencial, ou é também; mas é algo mais. o gênio é aquele que reúne potencialidades esparsas; junta paradigma e sintagma, a latência e potência, numa mesma liga forte e duradoura. caetano, quer namorar comigo?

Moreno Veloso no Olodum e Marina Lima na Timbalada – Grito de Carnaval no Vozes do Brasil!!!

Eu gosto muito de carnaval, adoro o pretexto pra vários dias de folia, adoro as antigas marchinhas e até achava que a Chiquita Bacana existia de verdade. Quando era criança fazia parte de um bloco organizado por minha mãe e saía com meus irmãos e amigos na avenida da praia todos os anos. Começamos fantasiados de índios com um bumbo, duas caixas e um monte de apitos, nos últimos desfiles tínhamos carro alegórico e uma bateria campeã. Minha mãe compunha o samba enredo… Foram muito bons esses carnavais de rua.
Hoje tenho preguiça da aglomeração e do repertório dos trios, mas ainda gosto de assistir os desfiles e acompanhar o movimento de longe. E gosto especialmente dos blocos de percussão como a Timbalada e o Olodum que tem vida além da festa.

O Olodum tem escolas de canto, dança, percussão, o grupo de teatro de onde saiu Lázaro Ramos, gravações com Paul Simon, Ziggy Marley e Jimmy Cliff e aquela batida inconfundível. Achei no youtube, meu canal de tv preferido, esse vídeo de Rappin Hood com a Banda Olodum Mirim, um clip feito pro projeto Tambor Cidadão.

Moreno Veloso no cd “Maquina de Escrever Música”, o primeiro do projeto + 2, gravou a deliciosa “Deusa do Amor” em versão voz e violão e canta “… foi no bloco Olodum que encontrei meu amor…” Está na programação de carnaval do Vozes do Brasil dentro desse espírito de buscar pérolas no repertório da folia de momo.

O outro bloco que eu adoro é a Timbalada que começou depois que Carlinhos Bown virou o timbau e passou a tocar o instrumento de pé e com as duas mãos. Ele foi o maestro da Timbalada que já chegou a reunir 400 percussionistas de uma vez só. E isso é de uma força incomparável! Ele mesmo já gravou aguns sucessos de carnaval e faz a ponte entre o que antigamente se chamaria de lançamento de meio de ano com o que se toca nas ruas. Mas foi Marina Lima que se destacou numa apropriação de repertório. Ela gravou no disco “Abrigo” de 95, a canção “Beija Flor”, de Xexéu e Zé Raimundo. Tocou muito nas rádios naquele ano e eu toco até hoje. Me lembro de ver Marina fazendo a coreografia da Timbalada nos shows dessa turnê, charme total! O arranjo dela, de Willian Magalhães e Fernando Vidal ficou excelente. E o clip, feito por Andrucha Waddington é uma maravilha.

Esse é o grito de carnaval do Vozes do Brasil!!!