Fazendo a seleção pro Vozes da semana tirei do disco novo de Tita Lima uma versão muito delicada pra canção de Lô e Marcio Borges “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”. E lá fui eu atrás da gravação original. Amo essa letra e essa canção. No lp de 1972 , duplo, o famoso Clube da Esquina, a gravação teve arranjo de Eumir Deodato e os seguintes músicos: Lô Borges, piano e voz; Beto Guedes, baixo elétrico; Nelson Angelo e Tavito nas guitarras; Rubinho Moreira, bateria; Wagner Tiso, órgão; Toninho Horta fazia parte do coro e Paulo Moura fez a regência.
Por Deus!!! Fala sério! Não por acaso esse disco fez a cabeça de milhares de pessoas e faz até hoje. Lenine, por exemplo, conta que se resolveu pela música depois de ouvir esse LP histórico. Foi com o Clube da Esquina que ele viu ser possível fazer musica boa, pop, psicodélica, com pegada e com altíssimo nível de harmonias e arranjos.
Bom, os letristas da turma também não eram café pequeno: Márcio Borges, Fernando Brandt e Ronaldo Bastos.
O projeto começou com uma proposta de Milton Nascimento para Lô Borges que chamou Beto Guedes pra empreitada. Logo chegou a turma do Som Imaginário (Wagner Tiso, Tavito, Robertinho Silva e Luiz Alves). Todos amigos, velhos companheiros de roda de música e deu nisso, um clássico! Ou vários clássicos, porque além dessa linda canção que motiva esse post tem ainda “Nada Será Como Antes”, “Paisagem na Janela”, “Cais”, “O Trem Azul” e a lista não para.
Achei no Youtube essa preciosidade que é uma gravação da década de 80 com Lô Borges e uma banda incrível que tem Paulo Calazans nos teclados. Foi postado por uma fã da música de MInas. Lindo!
E depois achei essa versão com uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos, o Ira! Edgard Scandurra e Nasi dão um showzaço nessa canção e chamam Lô Borges pra uma participação especial.
E no Vozes do Brasil dessa semana eu toco a versão de Tita Lima no cd Possibilidades.



Eu fiz a seleçao das “moças”, como ele mesmo diz, pra esse disco. Amei fazer esse trabalho. Primeiro porque admiro Tom Zé já de longa data, obviamente, e depois porque foi uma grande oportunidade de juntar meus conhecimentos numa atividade prática, na feitura de um disco. Juntei as vozes com os temas das canções… Que delícia! Imagine receber uma canção ainda nascendo, só de voz e violão, a letra e ter que pensar na voz feminina mais adequada pra ela. Foi uma benção. E tive a oportunidade de trabalhar com Tom Zé, um ídolo meu. Lindo.