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O Som, o Silêncio e Nina Becker


Uma semana sem aparecer por aqui. Só passei pra ver os deliciosos comentários deixados pelos leitores. Estive meio fora lendo muito e meditando sobre a importância do som na vida da gente.
Estou impressionada com o nível de barulho do mundo. No meu prédio alguém está destruindo pra reconstruir o apartamento do primeiro andar. Faz duas semanas que ouvimos marretadas por oito horas seguidas. Como pode?
Nos estádios reina a tal “vuvuzela”, não se ouve mais a alternacia de humor das torcidas naquelas olas musicais de alegria ou desespero, é só um zumbido sem fim…
Pra buscar o silêncio devo descer a serra do mar em direção à praia, ir pro Atacama, embarcar num veleiro?

Tirei de uma entrevista com um mestre yogue que os mantras são capazes de conduzir a mente a um plano mais elevado. É o poder do som que faz isso, mais do que o poder das palavras. Mais uma prova de que os sons exercem uma fortíssima influência sobre a gente.

Basta perceber como muda a sua atitude ao volante, por exemplo, quando a música que toca no rádio é mais calma ou mais nervosa. Contamina seu estado de espírito.

Adoro as músicas que respeitam o silêncio, onde se percebem espaços. Conversei sobre isso com Beto Villares que está fazendo um dos cds da Caixa Preta de Itamar Assumpção (lançamento Sesc em breve). E Beto faz isso com seus trabalhos desde sempre. Ele é um músico sensível, um grande produtor. Ouça Excelentes Lugares Bonitos, é um primor.

E aqui em casa, ontem, ouvimos o novo trabalho de Nina Becker. Miranda, o conhecido produtor, roqueiro como todos sabem, teve a sensibilidade de abrir esses espaços na música de Nina. O resultado é um cd duplo gostoso de ouvir. Um é solar, foi gravado com a banda Do Amor e algumas participações especiais. O outro é suave como a noite, delicado e com “Samba Jambo” no repertório entre outras pérolas. Sai pela YB de Mauricio Tagliari que arrasou nas guitarras e outros brinquedos sonoros. Destaque também para o cello de Moreno Veloso que deu uma densidade de arrepiar pra uma das canções. Ainda não sei os nomes das músicas, nem conheço direito a ficha técnica pra citar aqui os músicos e autores. Mas foi uma audição deliciosa.

Nina canta com a Orquestra Imperial, com a banda Do Amor, com o 3 na Massa e eu sonho ve-la com Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Seu disco solo (duplo) sai já já pela YB. Por enquanto vocêss ouvem no Vozes do Brasil com exclusividade (que alegria!) e aqui com o 3naMassa.


direção: caroline bittencourt, nina becker, oscar segovia
fotos: caroline bittencourt
edição e montagem:oscar segovia
arte: ana strumpf
figurino: teka paes
make up artist: denylson azevedo

Com a martelada que come solta aqui no prédio, Nina Becker reina soberana ao lado de Nelson Freire e suas brilhantes leituras dos Noturnos de Chopin.

Deus salve o silêncio! E o som.

Claquete

Passei uma tarde deliciosa ontem na companhia da família Ruiz Chagas e fui recebida com a maior elegância e competência nos estúdios da YB. O lugar é lindo e o som é primoroso como vocês já viram no Vozes com o Nouvelle, Carlos Fernando, Stella Cassilati e Bruno Morais. Cacá e seus assistentes montaram toda a cena. Fazer rádio assim é um privilégio. Obrigada YB!!!
Agora vamos ter o Vozes com Tulipa Ruiz lançando o cd Efêmera com as guitarras de Luiz Chagas e Gustavo Ruiz. A conversa foi ótima e Chagas ainda tocou um violão Martin maravilhoso. O show de lançamento do disco será no dia 30 de maio no Auditório do Ibirapuera. Eu recomendo!

Pra achar o disco e outros cds e artistas incríveis aqui vai o site da YB: www.yb.com.br

Mano Brown, Seu Jorge e a Banda Black Rio

Tive uma incrível surpresa na tarde de hoje. Fui até a YB gravar o Vozes do Brasil com o Nouvelle e antes de começar encontrei Willian Magalhães da Banda Black Rio. Já estava ótimo! Daqui a pouco chega Seu Jorge com quem tenho muito assunto sempre, gostamos de conversar. E é ele que conta tudo sobre o novo disco da Black Rio que vem com participações especialíssimas. Entre eles, Seu Jorge e Pedro Paulo Soares da Silva a quem tive o prazer de ser apresentada hoje. Ele é Mano Brown, o aperto de mão mais forte que já ganhei na vida!
Pedi a foto pra registrar o momento. Afinal, não é todo dia que uma tarde jazzy traz de bônus um encontro desses.
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E só pra lembrar, a Black Rio misturava funk, jazz, samba e outras bossas no Rio de Janeiro da década de 70 sob a batuta do saxofonista Oberdan Magalhães. É antológica a versão de “Na Baixa do Sapateiro” de Ary Barroso e o disco “Maria Fumaça” virou objeto de desejo de djs internacionais. Em 1999, Willian Magalhães, filho de Oberdan, retomou a banda e agora traça um novo caminho mantendo a base funk/soul com a boa música contemporânea. Esse disco novo vai ser arrasador!!!

Rômulo Fróes, Bruno Morais e Lucas Santana no Vozes

DSC00534 Foi muito divertido meu encontro com esses três rapazes. Cada um com seu trabalho novo e um só violão. Lucas e Bruno já estiveram comigo outras vezes, o Rômulo fez sua estréia no Vozes e foi muito bom! Tocou violão e cantou a parceria dele com Bruno Morais que é a linda cançao “Hoje eu vou te acordar”.
Seu novo trabalho, um disco duplo, mostra uma nova cara bem longe daquele universo do samba triste que o tinha marcado anteriormente. Com novos parceiros, outros músicos, Rômulo encontrou um lugar mais moderno e interessante para sua arte.
Lucas Santana também fez uma linda cançao ao violão, um tema dedicado à sua mulher, que Rômulo comparou à uma cançao linda e antiga de Gilberto Gil. Bruno Morais, entre eles, é o cantor por excelência e ficou um pouco tenso com a participaçao ao vivo, mas vocês ouvirão na próxima semana e vão conferir a qualidade da voz desse rapaz, seu timbre bonito, sua delicadeza de intérprete.

Aqui as capas dos discos, todos da YB, que eu recomendo!
"No Chão sem o Chão", o cd duplo de rômulo fróes
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Sem Nostalgia, de Lucas Santana

Sem Nostalgia, de Lucas Santana