MORA NA FILOSOFIA

Pra que rimar amor e dor? Essa máxima foi escrita por Monsueto e Arnaldo Passos em 1955. Foi ele também que escreveu “Me Deixa em Paz”. Do que se poderia concluir que Monsueto era um cara amargurado, desiludido, mas a verdade é bem outra. Nascido na Favela do Pinto, no meio da Zona sul do Rio de Janeiro, o cara era um sucesso. Músico de boate, comediante, sambista, sorridente.
A gravaçao de Mora na Filosofia que Caetano Veloso fez em 1972 é dessas antológicas. Arranjo espetacular com a assinatura de Jards Macalé, músico fundamental desse trabalho que ainda tinha Tutty Moreno na bateria, vocais de Gal Costa e Angela Ro Ro tocando gaita!!
É redundante dizer o quanto esse disco é bom. Foi uma dos marcos daquele ano, é um dos melhores de todos os tempos.
Voltando à Jards Macalé, ele foi o cara que levou Caetano à Portobello Road, o pico do reggae na Londres dos anos 70, e foi dali que nasceu a excelente “Nine Out of Ten”- proclamado o primeiro reggae brasileiro, por mais bizarro que isso pareça.
Bom, taí pra curtir a gravaçao de Caetano pra Monsueto. Clássico!

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