A Hiroshima de Vinicius de Moraes

Arnaldo Jabor foi o único a comentar hoje nos jornais de São Paulo: nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, bombas atômicas foram lançadas sobre o Japão. Aqui no Pandorama, o colega Catatau fez um comentário no seu blog no final de semana. Mas hoje, lendo o Estadão, achei muito pertinente a observaçao sobre o estigma que pesa sobre a Alemanha Nazista e a comemoraçao mundial que se seguiu depois das tragédias de Hiroshima e Nagazaki. A cultura do herói que a América do Norte soube vender muito bem dá esse tipo de resultado.
Aqui no Brasil, a terra do Homem Cordial, se ouviu uma voz dissonante: Vinicius de Moraes escreveu o poema “A Rosa de Hiroshima”. Na decada de 70 o libelo virou um clássico da nossa música popular com a gravaçao dos Secos e Molhados. “A rosa radioativa, estúpida, inválida…”

Esse grupo de atuação meteórica deixou um legado imenso de liberdade criativa. Foi um sucesso nacional misturando rock’n roll com canção, arranjos sofisticados, roupas e atitudes extravagantes. Na verdade, no caso de Ney Matogrosso, quase nenhuma roupa…

7 comentários sobre “A Hiroshima de Vinicius de Moraes

  1. Patricia, de volta à terra, os japoneses hoje agradecem a bomba, pois sem ela a guerra teria se prolongado e dado tempo a URSS invadir o Japão, com as consequências trágicas que todos sabemos.
    Um abraço

  2. Obrigado Patricia!

    Quem sabe,um dia,teremos um mundo que “produza”mais Vinicius e menos Hiroshimas e Nagasaquis.

  3. Sobre o lamentável comentário de Chesterton,sugiro a ele,consultar os sobreviventes da hectacombe.Realmente eles devem estar muito agradecidos aos “heróis” americanos…

  4. Belo lembrete! Traz em linguagem poética muito do que as análises tentam e tentam esgotar.

    Esse comentário do Chesterton, muito perigoso: troca a efetividade de centenas de milhares de mortes por conjecturas no futuro do pretérito.

  5. É um tema difícil, triste e delicado. Mas é importante lembrar das atrocidades cometidas pela raça humana e acreditar que é possível fazer melhor.
    Obrigada pela visita, rapazes,
    beijos
    P.

  6. Oi Patricia,

    sempre te escuto, mas esse eh minha primeira passagem aqui no seu blog. Sou neta de imigrantes japoneses mas nao soh por isso, me comovo demais com esse tema. Soh Vinicius mesmo para colocar poesia tao delicada num assunto tao espinhoso……sabe que meu padrinho, nascido no Japao, assistiu a explosao de uma das bombas? Felizmente, ele morava a uma distancia seguro e que nao estava no trajeto do vento radiotivo!

    Abs

    • Oi Celina,
      obrigada pela mensagem.
      Que benção seu padrinho morar distante daquela tragédia.
      um beijo
      Patricia

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