Qual é a trilha sonora do seu filme?


Música e cinema, um não vive sem o outro. E desde o filme mudo com os músicos fazendo a trilha na hora da projeção. Eu adoro trilhas, fico sempre até o fim pra saber quem cantou o que, se a trilha é original, essas coisas de gente adicta. E fico aborrecida com o povo passando na frente da tela. Idiossincrasias…

Mas voltando ao que é perfeito, tudo de Fellini com Nino Rota, por exemplo, ou a trilha sonora do maravilhoso Steeling Beauty do Bertolucci com Cocteau Twins, Portishead, Stevie Wonder, ou ainda o filme The Doors do Oliver Stone que a gente assiste ficando louca e depois tem uma ressaca monstro junto com Jim Morrison embalada por aquela música maluca, linda, transformadora.
Filmes que contam histórias de cantores, bandas e até de gravadoras me pegam especialmente. É o caso do genial Cadillac Records que conta a história da primeira grande gravadora de Chicago, a Chess Records – que lançou Chuck Berry e Etta James entre outros ícones da música negra norte americana. O nome do filme brinca com a mania dos cantores negros de comprar cadillacs, vários, depois de fazer sucesso e ganhar dinheiro.
Assisti esse filme outro dia e fiquei viciada em Etta James. A incrível, sensacional, sanguínea Etta James nascida Jamesetta Hawkins em 1938. Johnny Ottis, band leader e produtor branco de rhythm & blues foi o primeiro a gravar as canções de Etta e foi quem inventou seu nome artístico literalmente invertendo Jamesetta, e deu certo. Em 1960 ela entrou para o casting da Chess, gravadora pioneira de Chicago e foi nesse selo que gravou as maravilhosas “At Last”, “Don’t Cry, Baby”, “Trust in Me” e “I’d Rather Go Blind”. Etta foi interpretada por Beyonce e é com ela que podemos ouvir aqui esse clássico da música negra norte-americana e da canção romântica. Lindo de morrer!

Cadillac Records

Ainda os filmes. O estilista Tom Ford estreou na direção de cinema com A Single Man, ridiculamente traduzido aqui no Brasil por Direito de Amar. Baseado no romance de Christopher Isherwood, o filme é lindo. Desses pra não esquecer. Colin Firth faz um professor de literatura inglesa, gay, que em 1962 perde seu companheiro. Oito meses depois ele resolve se matar e o filme mostra seu pretenso último dia. É genial! Lírico, poético, inspirador, esteticamente impecável. O que mais gosto é do conceito do “invisível” e fiz dele uma apropriação particular.
A trilha sonora original é composta por Abel Korzeniowski e Shigeru Umebayashi com apenas quatro excessões sobre o que falarei na sequência. Aqui vai o trailer.

A Single Man

Julianne Moore é Charley, a melhor amiga de George Falconer, o professor. E a cena da festinha particular deles é embalada pela clássica “Stormy Weather” de Etta James. Volto pro repertório dessa cantora maravilhosa pra fechar o círculo. Como o professor e sua amiga, nós também temos nossas play lists. Seleções musicais feitas pra dançar em casa, pra passar o domingo na piscina, na casa da praia, pra namorar, pra dizer do nosso amor por alguém. Os nossos filmes também também merecem uma boa trilha sonora. Com uma boa música fica quase perfeito…

Etta James

3 comentários sobre “Qual é a trilha sonora do seu filme?

  1. Deixa eu ver se lembro de uma inesquecível … Batata! O arranjo que Ennio Morricone fez para “Amapola” em “Era uma vez na América”. Tudo bem, isso é coia de outro planeta.

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