A música do Pará no Vozes do Brasil

Estive em Belém pra mais uma etapa do Conexão Vivo depois de passar por Belo Horizonte e Salvador. Com tudo que essas outras capitais tem de interessantes, Belém foi a mais encantadora. Seus cheiros e sabores, o calor, o final de tarde na beira rio, o Ver o Peso, as 11 Janelas, o casario tomado pelos vendedores ambulantes de dia a iluminados a noite, foi tudo bom. A música, claro, foi o destaque, a maior das surpresas. Conhecer de longe, ver um clipe, ouvir um cd, nem se compara com a experiência de estar alí com todo aquele cenário e clima, ouvindo a música que é feita pelos que nasceram nessa terra. Dona Onete e seu carimbó chamegado, Pinduca todo enfeitado pro show, Gaby Amarantos dominando a massa – na aparelhagem ou na praça – Felipe Cordeiro e sua guitarra brega, pop, descoladíssima, safada. O Pará é um mundo a se descobrir.
No Vozes vamos ter Fernanda Takai cantando Pinduca, Aíla com Dona Onete, Felipe Cordeiro com disco novo, trilha instrumental com os mestres da guitarrada e depoimentos muito bacanas, entre eles o de Nicolau Amador que faz o blog Pará Música. Tem ainda Arthur Nogueira que foi meu gentilíssimo cicerone pelos dias e noites na cidade.

Felipe Cordeiro

Esse programa especial que vai pro ar na rede Vozes do Brasil inaugura nossa parceria com a rádio Unama de Belém!!! Vejam que alegria! além de tudo trouxe mais essa novidade de lá.

Gaby Amarantos na nave do dj Príncipe

Um comentário sobre “A música do Pará no Vozes do Brasil

  1. A maior parte das outras bandas se destacam pelas releituras que fazem dos clássicos: para citar alguns exemplos, Paris Rock tem uma versão brega metal de “Amor Amor” (Magno – André Carlos); Mostarda na Lagarta empresta sua irreverência a “A Conquista”, de Wanderley Andrade; boa parte do show dos The Vassos tem bregas marcantes como “Minha Amiga” (Mauro Cotta – Claudio Lemos); Delinquentes fez uma versão hardcore de “Pescador”, carimbó de Mestre Lucindo; e até o grupo teatral Verbus dedica um bloco de seu espetáculo Sobre o Amor ao brega (cantando “Um Poema de Amor”, de Mestre Isoca, e “Tchau Tchau Amor”, de Bella Maria e Ivan Peter, entre outras). Nestas releituras todas, duas características são constantes: primeiro, o clássico sempre é adaptado ao estilo da banda; segundo, há um profundo respeito dos jovens músicos pelo repertório revisitado e pelos autores e intérpretes das gerações anteriores. Neste sentido, foi emocionante ver o carinho que Dona Onete recebeu ao participar do show Trelelê, de Aíla, e do 2º Baile BregaChic, de Lia, em dezembro.

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