Ai, Tom Jobim…

Simplesmente tem que ir ao cinema pra ver esse lindo filme de Nelson Pereira do Santos e Dora Jobim. Tem que ir. Dizer o quanto é maravilhosa a obra de Tom Jobim é lugar comum mas enquanto esse filme passa a gente vai se dando conta da grandiosidade e da permanência desse legado. Elizeth cantando Eu Não Existo Sem Você, Henry Salvador, Sylvinha Telles, Maysa, Frank Sinatra, Judy Garland, Ella Fitzgerald… Emocionante. E o filme é só música, uma belíssima coleção de imagens de relevância e beleza. É bonito ver Tom Jobim ao lado de Chico Buarque, muito novinho, defendendo Sabiá. Os dois cantando juntos, Chico inseguro e no final Tom lhe diz: vamos aplaudir, vamos aplaudir. Linda a foto da partitura em que Tom escreve da saudade de Vinicius, a foto em que ele aparece pescando ou aquela clássica com o casaco pendurado, o cigarro e o violão. Que homem lindo…
Passarei os próximos dias ouvindo só Tom Jobim.

Pra saber mais sobre o filme “A Música Segundo Tom Jobim” visite o portal Natura Musical. No Vozes do Brasil fiz uma entrevista com Dora Jobim e Nelson Pereira dos Santos que breve colocarei aqui na íntegra. Por hora vamos ouvir Insensatez com Tom Jobim numa gravação de 1990 num tributo `a Vinicius, seu parceiro na canção. Tom Jobim, piano; Paulo Jobim, violão; Jacques Morelenbaum, cello; Danilo Caymmi, flauta; e Paula Morelenbaum, voz. Insensatez (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)

6 comentários sobre “Ai, Tom Jobim…

  1. Fui no dia da estreia, não aguentei de ansiedade. Não há palavras suficientes para descrever. Saí do cinema em êxtase, com renovado orgulho de ser brasileiro.

  2. Viva Tom Jobim!
    Acho que vale dizer, sempre, que a obra de Tom Jobim é maravilhosa. Aprendamos com ele. Suas músicas valem algumas análises, hoje vivemos em outro contexto, mas acho que não podemos nunca, esquecer a história, somos também o passado e isso deve refletir em nossa música.
    abraços a todos!
    Izabel

  3. Um desrespeito ao espectador: este filme só está passando em uma sala em Belo Horizonte, no Diamond Mall. Neste sábado, dia 29/01/2012 fui tentar assistir, na sessão das 14:20. E não é que cancelaram a exibição. Disseram que deu problema na sala, mas acabei descobrindo que o problema era em outra sala e, pra não deixarem de exibir um blockbuster qualquer, que estava passando em todos os cinemas de BH, cancelaram logo este, deixando a gente sem opção. DESRESPEITO. Nunca mais volto naquele Shopping.

  4. Cara Patricia, acho que este artigo que eu fiz (onde você é citada) tem a ver com o seu comentário e com a revolta de Renato. Veja aí

    Quando Luiza era apenas canção

    Em meio a dezenas de produções recheadas de efeitos sobrepondo-se às tramas, não será tarefa das mais fáceis achar alguma sala de cinema onde ainda esteja passando o documentário “A Música Segundo Tom Jobim”. Entretanto, se por acaso você tiver a sorte de encontrar o nosso maestro soberano espremido entre Alvin e os Esquilos, Sherlock Holmes e Agamenon, não vacile. Compre seu bilhete, acomode-se na poltrona e embarque num velho avião da Panair rumo a um tempo em que a Luiza da moda era a que tinha nos cabelos um raio de sol feito um brilhante, que partia a luz em sete cores, revelando então os sete mil amores que estavam guardados somente para ela.
    Diferente dos documentários tradicionais, este não tem nenhum depoimento, só músicas. E é justamente através dessa linguagem universal – proporcionada por vozes que vão de Gal a Ella Fitzgerald, passando por Elis, Sinatra, Sarah Vaughan e mais uma turma de intérpretes e músicos de primeiríssima linha –, que Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim nos mostram o quão genial (e bonito, diga-se) era o nosso Tom.
    Confesso que ao sair da sessão devo ter sofrido uma espécie de Jet lag sonoro, pois até agora não consegui me readaptar ao fuso musical de um País que até a pouco tinha como musa uma linda menina que passava num doce balanço a caminho do mar, e que agora é regido por delícias que matam (principalmente a nossa paciência).
    A propósito, outro dia li um artigo da jornalista Patrícia Palumbo sobre a velha discussão de que não temos mais gênios como Noel Rosa, Lupicínio, Chico e afins. Nele ela diz que os gênios de hoje são outros, já que cada canção reflete o seu tempo, e cita como exemplo a belíssima Último Desejo, de Noel, que diz: “Nosso amor que não esqueço e que teve o seu começo numa festa de São João, morre hoje sem foguete, sem retrato, sem bilhete, sem luar, sem violão…”.
    Atualmente os amores começam e morrem via internet, sem luar, sem violão e sem Luíza, que continua navegando o azul do firmamento no silêncio lento da canção de Jobim.

    Artigo de Janio Ferreira Soares publicado no jornal A Tarde, de Salvador

    • Olá Janio,
      fiquei muito feliz e honrada com a citação! Muito obrigada! Tinha recebido noticias de seu artigo e queria mesmo te agradecer. Que bom que você me escreveu, assim compartilhamos seu otimo texto também por aqui.
      Um beijo
      Patricia

  5. Maravilha, Patricia, daqui das margens do lado baiano do São Francisco, sob o Sol do sertão que deixa o mundo amarronzado (Roberto Carlos fugiria daqui feito o diabo da cruz), continuarei te acompanhando.

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