Coletivo Samba Noir no Vozes em Casa – Ouça Aqui!

SambaNoir

 

O Coletivo Samba Noir, um grupo formado por Katia B, Luis Felipe de Lima, Guilherme G e Marcos Suzano, vem falar sobre a produção das versões que fazem de clássicos da música brasileira com releituras bem interessantes.

 

 

 

 

Vozes em Casa com Coletivo Samba Noir – parte I

Vozes em Casa com Coletivo Samba Noir – parte II

Emicida na África, Ed Motta sobre Lincoln Oliveti e Jorge Mautner sobre Tropicália – Ouça Aqui!

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A viagem de Emicida para África por Marcos Xuxa Levy, Ed Motta falando sobre Lincoln Olivetti e Jorge Mautner falando sobre o movimento Tropicalista nesta edição do Vozes.

 

Vozes do Brasil – bloco I (Thiago Pethit, Banda do Mar, Andreia Dias, Mahmundi, Jorge Mautner sobre Tropicália, Caetano Veloso)

Vozes do Brasil – bloco II (Zé Pi, Lirinha, Ed Motta sobre Lincoln Olivetti, Rita Lee, Xuxa Levi sobre Emicida na África, Zé Manoel)

Cobertura Especial Festival Natura Musical – Ouça Aqui!

Uma cobertura especial do Festival Natura Musical, que aconteceu em Belo Horizonte/MG, com entrevistas com os artistas participantes.

NaturaMusical

Felipe Cordeiro e Dona Jandira

Erika Machado

Elba Ramalho e Mariana Aydar

Arnaldo Antunes

5 a Seco

Fernanda Takai e Samuel Rosa

Ney Matogrosso

Marcela Bellas

Diogo Poças no Vozes em Casa – Ouça Aqui!

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Diogo Poças fala sobre seu novo disco, Imune. E Betão Aguiar fala sobre o seu projeto Mestres Navegantes.

 

 

 

 

 

 

Vozes do Brasil – bloco I (Marina Wisnik, Thiago Pethit, Fernanda Takai, Nara Leão, Elis Regina, Arícia Mess, Silva)

 

Vozes do Brasil – bloco II (Projeto Navegantes com Betão Aguiar, Vozes em Casa com Diogo Poças)

Especial Festival de Inverno de Garanhuns – Ouça Aqui!

Garanhuns

Nosso repórter Arthur Nogueira fez uma cobertura especial do 23º Festival de Inverno de Garanhuns

 

 

Vozes do Brasil – bloco I (Rita Lee, Luiz Melodia, Tulipa Ruiz, Lenine) e FIG 2013 – bloco I

FIG 2013 – bloco II

Especial 100 anos de Luiz Gonzaga

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Programa especial sobre as comemorações dos 100 anos de Luiz Gonzaga, em Pernambuco, com shows em Exu e Recife e entrevistas com Gilberto Gil, Dominguinhos, Fagner e muitos outros falando de Gonzagão.

 

 

Especial Gonzagão – bloco I

Especial Gonzagão – bloco II

Gonzaga100

A MAIOR CANTORA DO BRASIL

*texto publicado no sábado, 02 de junho, na coluna Ouvido Absoluto do C2+Música do Estadão.

Fui ao show Recanto de Gal Costa e fiquei absolutamente emocionada. É tão bom quando um artista nos tira do lugar. Desde as primeiras noticias sobre esse cd minhas expecativas foram grandes. Adoro Gal Costa. Sou fã e admiradora de sua trajetória na história da música brasileira. Recanto não me deixou na mão. Amei o cd. Dificil na primeira audição, impactante e avassalador logo depois. As estranhezas que Kassin inventa, o piano de Daniel Jobim, o violoncello de Jacques Morelenbaum, o Rhodes de Donatinho, prato e faca de samba de roda do Reconcavo tocados por Moreno Veloso, programações, sintetizadores, e dois violões apenas: Caetano em Tudo Dói, e Luiz Felipe de Lima no 7 cordas em Recanto Escuro. Produção primorosa e nada convencional de Moreno e Caetano Veloso. Queria muito ver isso tudo no palco.

Caetano dirigiu o espetáculo de roteiro primoroso. Ela cantou Baby, Divino Maravilhoso, Mãe, O Amor, Vapor Barato, clássicos de seu longevo e fundamental repertório e, claro, as novas canções.

Depois de Recanto, o show, posso dizer: Gal Costa é a maior cantora do Brasil. Torquato Neto já dizia isso em 70 quando Gal fez o Fa-Tal. E eu repito isso agora em 2012, com o Recanto. Que artista maravilhosa! Entrou com rouquidão, desafinou, se desculpou, assumiu uma faringite e depois só arrasou. Foi nas notas mais baixas, nas mais altas, emocionou e fez chorar. Foi aplaudida de pé no meio das canções. Que instrumento impecável, bem usado, que poder.

Recanto é um disco histórico. Gal e Caetano juntos outra vez. Estrearam juntos em lp com Domingo em 67. Pré tropicalistas com a referencia fortissima de João Gilberto, da bossa que tentavam inventar e desconstruir como dois quadradões desafinados na genial música manifesto Saudosismo. Autotune Autoerotico faz as vezes agora em 2012, diz tudo sobre a voz, a reinvenção, o artificial e nos leva ao delirio com a força dos versos e do caminho melódico que explora toda a força do instrumento Gal Costa. Neguinho foi outro momento marcante. No disco tem o baixo de Kassin, a guitarra de Pedro Sá, programação e sintetizadores de Zeca Veloso. No palco tem Pedro Baby maravilhoso na guitarra e violões, Domenico Lancelotti totalmente genial na bacteria e mpc e Bruno di Lullo, baixo e violão.

Assisti Recanto pertinho de Caetano Veloso que tomava sua indefectível Coca-Cola. Quando Gal cantou com dificuldade no começo do show ela se dirigiu a ele, disse pra não ficar nervoso que ela faria um show bonito. E foi mais que isso, foi uma noite pra se guardar. O disco e o show tem um recado pra dar, ou vários. Mas o que mais diz é sobre a história dessa parceria. E responde aos que estão sempre querendo saber porque os tropicalistas são uma referência tão forte pra cultura nesse país jovem e diverso.

Caetano Veloso tem sempre o que dizer. Suas canções fazem pensar, emocionam, encantam. As letras de Recanto são de uma beleza e de uma dor que há muito esperava ouvir com essa voz tamanha. Um repertório que faz juz `a ela, que é perfeito pra essa mulher importante, essa cantora emblematica.

Eu nunca fiz o coro dos que detrataram Gal Costa por conta de seus discos corretos mas pouco originais cobrando mais revolução fora do tempo. Eu esperava sempre por algo mais com a certeza desse potencial e com o crédito que ela tem por tudo o que já foi feito. Nem preciso listar aqui suas gravações definitivas, antologicas. São conhecidas por todo o Brasil. Fato é que Recanto é um grande disco. Procure saber. Se ainda não ouviu, corra pra se assombrar. E caso esse show se repita, não perca. Coisas sagradas permanecem mas o momento passa ligeiro.