Lívia e Arthur Nestrovski no Vozes em Casa – Ouça Aqui!

Lívia e Arthur Nestrovski vêm ao Vozes em Casa mostrar seu novo trabalho, Pós Você e Eu, cantando e tocando lindamente.

Vozes do Brasil – bloco I (Daúde, Djavan, Marina Lima, Festival Vozes em BH: Arnaldo Antunes e Todos os Caetanos do Mundo)

Lívia e Arthur Nestrovski no Vozes em Casa

Cobertura Especial Festival Natura Musical – Ouça Aqui!

Uma cobertura especial do Festival Natura Musical, que aconteceu em Belo Horizonte/MG, com entrevistas com os artistas participantes.

NaturaMusical

Felipe Cordeiro e Dona Jandira

Erika Machado

Elba Ramalho e Mariana Aydar

Arnaldo Antunes

5 a Seco

Fernanda Takai e Samuel Rosa

Ney Matogrosso

Marcela Bellas

Especial Arnaldo Antunes e Tulipa Ruiz na sede do Google – Ouça Aqui!

Um programa muito especial do encontro entre Arnaldo Antunes e Tulipa Ruiz para o hangout da página do Google+

Arnaldo e Tulipa – Bloco I

Arnaldo e Tulipa – Bloco II

Os portugueses do CLÃ no Sesc Pompéia e no Vozes do Brasil

Acabo de voltar do Sesc Pompéia onde fui me encontrar com a banda portuguesa Clã. Eu os conheci há alguns anos através do Pato Fu e de Arnaldo Antunes de quem são parceiros. Nesse final de semana eles trazem para São Paulo o show de lançamento de um cd feito especialmente para ser lançado no Brasil: Catalogue Raissoneé.
O cd é um apanhado de 17 anos de história do grupo. No repertório a primeira parceria entre Arnaldo Antunes e Helder Gonçalves, uma parceria com John Ulhoa e uma canção dos Tribalistas para reafirmar a estreita relação da banda com a música feita no Brasil. Pra esses shows em São Paulo ainda teremos a participação de Zeca Baleiro. Sem esquecer que o Clã participou da excelente coletânea da obra de Waldick Soriano, Eu Não Sou Cachorro, Mesmo” e a banda curtiu muito a experiência de tocar música brega brasileira.
A Banda tem uma formação diferente: Manuela Azevedo (voz), Hélder Gonçalves (baixo piccolo), Miguel Ferreira (teclados), Pedro Biscaia (teclados),Pedro Rito (baixo) e Fernando Gonçalves (bateria). Percebeu? São dois tecladistas, dois baixistas e nehuma guitarra. O baixo piccolo que Helder toca foi “inventado” por ele que trocou as cordas do instrumento tradicional. Na entrevista pro Vozes no rádio ele explica direitinho.
As fotos foram gentilmente tiradas pelos rapazes do Clã enquanto eu fazia a entrevista. Adorei! Obrigada!

Agora vejam que delicia de canção que é “Sexto Andar”. Faz parte do cd Cintura.

Arnaldo Antunes e seu “Iê Iê Iê” no Vozes do Brasil

imagesOba!! programa especial com Arnaldo Antunes é garantia de ótimo papo, por isso eu recomendo não perder esse programa.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo: Vozes no ar em São Paulo, Station Brésil em Recife. Mas hoje temos o programa sob demanda no Territorio Eldorado, portanto, sem crise. Dá pra fazer tudo, ouvir tudo e ainda trazer material novo. Saio por aí recolhendo depoimentos e sons e jogo no ar assim que possível. Fiquem ligados!

Ana Cañas, uma jovem mutante

DSC01584Colorida ela sempre foi. Desde a primeira vez que apareceu no Vozes pra mostrar o disco de estréia num vestido vermelho com cara de Branca de Neve e vontade de diva do jazz com um acentinho radical. Descoberta cantando no Baretto, reduto dos chiques apreciadores da boa música, Ana se era quase intransigente com seu repertório. Fez seu primeiro disco sozinha, levou debaixo do braço pra uma gravadora e fechou negócio.
Seu segundo disco, Hein?, é totalmente diferente. Tem atitude rock’n roll e é muito mais pop mesmo nas canções. E tem muitas parcerias com Arnaldo Antunes que frequentou o estúdio de Liminha no Rio e praticamente apadrinhou o novo trabalho. “Esconderijo” é um dos temas da nova novela das oito.
Com fita no cabelo e óculos grandes e coloridos, Ana mudou o visual e as referências são todas novas. Animadíssima ela conta tudo no Vozes.
Conta como fez essa passagem dos standars do jazz para clássicos do rock dos Beatles à Rolling Stones, como foram os dias de gravação e como se sente em constante mutação. Hoje, quarta, 21, na Eldorado FM e nas outras emissoras durante essa semana e a outra (confira horários e sintonias na página Vozes do Brasil no Rádio aqui em cima do post).

Aqui, um vídeo da primeira fase dessa jovem mutante no Vozes especial no Outra Margem.

E agora, a nova fase com clipe dirigido por Selton Melo.

Erasmo rock’n roll, Arnaldo iê iê iê

Uma feliz e divertida coincidência reuniu esses dois monstros da música pop brasileira. Erasmo Carlos, um dos precursores do iê iê iê no Brasil lança um cd chamado Rock’n Roll. Arnaldo Antunes, que foi emergente do rock brazuca, lança um cd chamado iê Iê Iê.
Claro que não passou batido pelos próprios. Arnaldo menciona o Tremendão em seu release de apresentaçao e Erasmo acabou escrevendo pra Folha de São Paulo uma resenha do novo trabalho do nosso poeta pop star.
Aqui vão os textos:

Titã do Iê Iê Iê
Erasmo Carlos

Folha de S.Paulo – 18/09/2009
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Iê-iê-iê é o apelido brasileiro dado ao rock que se fazia nos anos 60. Era ingênuo na contestação e romântico por natureza. Mesmo assim, atingiu o nível de revolução cultural dando voz à juventude da época e instigando mudanças de comportamento. Esse tsunami histórico impôs a trilha sonora da infância de um pacato cidadão mirim chamado Arnaldo Antunes, que arquivou nos porões do seu imaginário a magia do som dos Beatles e da jovem guarda.
Quarenta e nove anos depois, ele nos presenteia com esse delicioso resgate afetivo dos tempos em que ainda se sonhava acordado. E POW! As lembranças soam contemporâneas graças à sonoridade, que vem com certificado de qualidade, encontrada pelos amigos da banda, o gol de placa da feliz interação/ inspiração das parcerias e, é claro, as “sacadas” geniais que só um multiartista fantástico como ele tem.
Adorei “Invejoso”, “Envelhecer” (me identifiquei), “Longe”, “A Casa É Sua” (linda) e… todas. A grandeza do poeta é ir além do pensamento e decodificar as emoções que o medo, a inabilidade, a acomodação e a hipocrisia não expõem. Arnaldo faz isso muito bem, com humor e com amor. Afinal de contas, o iê-iê-iê também é dele.

ERASMO CARLOS , 68, é cantor e compositor

Iê iê iê por Arnaldo Antunes

Iê iê iê é uma palavra que não está no dicionário, mas todo mundo sabe o que significa. Música jovem de uma época, com seu repertório de timbres, trejeitos, colares, carros e cabelos, o termo traduz um estilo que parece ter ficado parado no tempo, como se fosse um nome que se dava ao rock’n roll antes dele se chamar rock’n roll. Uma espécie de proto-rock, que se desdobrou em muitos afluentes de tendências e fusões.
Citado pelos Beatles em She Loves You (yeah yeah yeah) e por Serge Gainsbourg em Chez Les Ye Ye Ye, a expressão caiu na boca dos brasileiros para nomear a música da Jovem Guarda, motivando, na época, entre as mais diversas reações, os ternos versos de Adoniran Barbosa: “Eu gosto dos meninos desse tal de iê iê iê / Porque com eles canta a voz do povo / E eu que já fui uma brasa / Se assoprar eu posso acender de novo”.

(…)
Para mim, esse disco tem ainda um gosto de retorno a algo do início de minha carreira, quando formamos os Titãs, que nos dois primeiros anos de existência tinham o nome de “Titãs do Iê Iê”.

Arnaldo Antunes
maio de 2009

images-2ps: Já tinha terminado de escrever este release quando soube que Erasmo Carlos está lançando um disco novo, chamado “Rock’n Roll” (como o de John Lennon, que eu cito no texto). Achei uma coincidência simbolicamente interessante o fato dele, que começou sua carreira nos anos 60, dentro do que chamavam de iê iê iê, lançar esse disco na mesma época em que eu, que comecei nos 80, dentro do que chamavam de rock, esteja lançando meu IÊ IÊ IÊ.