Com Sergio Sampaio, Tom Zé e Ligiana botam o Bloco na Rua!!

Na série Carnaval hoje vamos botar pra gemer!! Acabei de receber por email da cantora Ligiana esse clip da sensacional, icônica e emblemática marcha de Sérgio Sampaio “Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua”. Grande elenco nessa gravação, a ficha técnica está logo aqui depois da letra. É pra ver e cantar junto.
Obrigada Ligiana!!

Eu quero é botar meu bloco na rua
(Sergio Sampaio)
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Participação : Tom Zé
Serrote : Fernando Alves Pinto
Metais : Marcelo Monteiro
Violão 7 cordas : Emiliano Castro
Bateria : Simone Sou
Palmas : Alfredo Bello, Fernando Alves Pinto, Fernando Cavaco e Ligiana.

Sinhô e a inspiração de Manoel Bandeira

Hoje fui buscar Manoel Bandeira na estante pra ver se achava alguma inspiração pra começar bem o dia. Esse poeta é dos meus preferidos e não só pelo óbvio motivo da qualidade estética de sua obra, da delicadeza de seus versos, mas também porque era um apaixonado pela música e um cronista maravilhoso. Sim, ele escrevia sobre a Província do Brasil! Daquele jeito que poetas escrevem, com uma observação do cotidiano que muitas vezes nos escapa.
Bom, e não é que encontrei uma crônica sobre Sinhô e fui descobrir que hoje, 4 de agosto, é o dia da morte dele!
Pois é. Morreu numa barca, indo para a cidade do Rio de Janeiro. “O que há de mais povo e de mais carioca tinha em Sinhô sua personificaçao mais típica, mais genuína e mais profunda”, diz sobre ele o nosso poeta/cronista.

João Barbosa da Silva, o Sinhô

João Barbosa da Silva, o Sinhô


Sendo assim, homenageio aqui esse compositor de “Jura”, “Não Quero Saber Mais Dela”, “De Que Vale a Nota sem o Carinho da Mulher”, “O Português e a Mulata” e várias outras jóias dos idos anos 20 e 30.
Clara Sandroni e Marcos Sacramento fizeram nada menos que 4 cds com a obra dele. o Grupo Rumo gravou “Deus me Livre dos Castigos das Mulheres” em 1981 no antológico Rumo aos Antigos (uma obra prima!).
O Manoel Bandeira que fui buscar na estante, nos manda muito oportunamente a lembrança desse ícone da música brasileira: José Barbosa da Silva, nascido em 18 de setembro de 1888, sucesso do Carnaval de 1920 com “Fala Meu Loro” e “Pé de Anjo”.

Destaco aqui um trechinho da crônica de Bandeira: “Não faz uma semana eu estava em casa de um amigo onde se esperava a chegada de Sinhô para cantar ao violão. Sinhô não veio. Devia estar na rua ou no fundo de alguma casa de música, cantando ou contando vantagem, ou então em algum botequim. Em casa é que não estaria; em casa, de cama, é que não estaria. Sinhô tinha que morrer como morreu, para que a sua morte fosse o que foi: um episódio de rua, como um desastre de automóvel. Vinha numa barca da Ilha do Governador para a cidade, teve uma hemoptise fulminante e acabou.”

Pra ler na íntegra eu recomendo o site:
http://www.releituras.com/mbandeira_sinho.asp

Aqui vai mais uma contribuiçao do YouTube para nossa efeméride: Clara Sandroni e Marcos Sacramento se divertindo a valer!

E ainda um pouquinho do Grupo Rumo fazendo da mesma época de Sinhô um clássico de Noel e Vadico: “Quantos Beijos”

Pra ouvir mais se ligue no Vozes do Brasil dessa semana. Em 4 emissoras e em vários horários, confira na página Vozes do Brasil no Rádio logo aí em cima do blog.

Viva Sinhô!!
obrigada Bandeira…