Grupo Rumo no Vozes em Casa – Ouça Aqui!

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Um encontro delicioso com pelo menos metade do Grupo Rumo no Vozes em Casa.

 

 

 

Vozes do Brasil – bloco I (Tulipa Ruiz, Patricia Polayne, Bruno Morais, Belchior, Arícia Mess, Lirinha, Angela Ro Ro, Otto)

Grupo Rumo no Vozes em Casa

Luiz Tatit no Vozes dessa semana, uma conversa imperdível pra quem aprecia a canção brasileira!

Conversar com Luiz Tatit é uma dessas oportunidades que quando a gente tem pensa logo em agradecer! Como é bom! Cantor, compositor, um dos fundadores do Grupo Rumo, grande professor e pensador da canção popular. Dá vontade de ficar alí por horas perguntando, perguntando, perguntando… Ainda bem que ele publicou vários livros, senão seria um transtorno.
No Vozes do Brasil dessa semana (confira horário e emissoras na página VOZES DO BRASIL NO RÁDIO), ele fala sobre seu novo disco Sem Destino. Aproveitei pra gravar Natura Musical com ele também e foi delicioso ouvir a história de suas composições. “Capitu”, por exemplo, que talvez seja sua música mais conhecida hoje em dia por conta da gravação de Zélia Duncan, não foi exatamente inspirada na personagem de Machado de Assis… Pra saber direitinho, vai ter que ouvir a entrevista!

Bom, hoje separei aqui alguns vídeos sobre e com Luiz Tatit. No primeiro deles, Arthur Nestrovski, violonista, compositor e editor, fala sobre o livro “Todos Entoam”, que é uma referência pra entender nossa música.

Aqui, Zélia Duncan recebe Luiz Tatit no palco pra cantarem juntos “A Companheira”. Vale lembrar que a já falada “Capitu” foi gravada por Zélia no cd Eu Me Transformo em Outras com arranjo incrível. Ela sempre foi fã do Rumo, da Nä Ozzetti e de Tatit, aqui ela só confirma essa admiração e parceria.

“Capitu” com Luiz e Jonas Tatit, seu filho e um excelente violonista. Agora também são parceiros em várias composições.

Uma gravação da década de 80 com o história Grupo Rumo. Não podia faltar!

Sinhô e a inspiração de Manoel Bandeira

Hoje fui buscar Manoel Bandeira na estante pra ver se achava alguma inspiração pra começar bem o dia. Esse poeta é dos meus preferidos e não só pelo óbvio motivo da qualidade estética de sua obra, da delicadeza de seus versos, mas também porque era um apaixonado pela música e um cronista maravilhoso. Sim, ele escrevia sobre a Província do Brasil! Daquele jeito que poetas escrevem, com uma observação do cotidiano que muitas vezes nos escapa.
Bom, e não é que encontrei uma crônica sobre Sinhô e fui descobrir que hoje, 4 de agosto, é o dia da morte dele!
Pois é. Morreu numa barca, indo para a cidade do Rio de Janeiro. “O que há de mais povo e de mais carioca tinha em Sinhô sua personificaçao mais típica, mais genuína e mais profunda”, diz sobre ele o nosso poeta/cronista.

João Barbosa da Silva, o Sinhô

João Barbosa da Silva, o Sinhô


Sendo assim, homenageio aqui esse compositor de “Jura”, “Não Quero Saber Mais Dela”, “De Que Vale a Nota sem o Carinho da Mulher”, “O Português e a Mulata” e várias outras jóias dos idos anos 20 e 30.
Clara Sandroni e Marcos Sacramento fizeram nada menos que 4 cds com a obra dele. o Grupo Rumo gravou “Deus me Livre dos Castigos das Mulheres” em 1981 no antológico Rumo aos Antigos (uma obra prima!).
O Manoel Bandeira que fui buscar na estante, nos manda muito oportunamente a lembrança desse ícone da música brasileira: José Barbosa da Silva, nascido em 18 de setembro de 1888, sucesso do Carnaval de 1920 com “Fala Meu Loro” e “Pé de Anjo”.

Destaco aqui um trechinho da crônica de Bandeira: “Não faz uma semana eu estava em casa de um amigo onde se esperava a chegada de Sinhô para cantar ao violão. Sinhô não veio. Devia estar na rua ou no fundo de alguma casa de música, cantando ou contando vantagem, ou então em algum botequim. Em casa é que não estaria; em casa, de cama, é que não estaria. Sinhô tinha que morrer como morreu, para que a sua morte fosse o que foi: um episódio de rua, como um desastre de automóvel. Vinha numa barca da Ilha do Governador para a cidade, teve uma hemoptise fulminante e acabou.”

Pra ler na íntegra eu recomendo o site:
http://www.releituras.com/mbandeira_sinho.asp

Aqui vai mais uma contribuiçao do YouTube para nossa efeméride: Clara Sandroni e Marcos Sacramento se divertindo a valer!

E ainda um pouquinho do Grupo Rumo fazendo da mesma época de Sinhô um clássico de Noel e Vadico: “Quantos Beijos”

Pra ouvir mais se ligue no Vozes do Brasil dessa semana. Em 4 emissoras e em vários horários, confira na página Vozes do Brasil no Rádio logo aí em cima do blog.

Viva Sinhô!!
obrigada Bandeira…