Especial Music Week do Google+ – Ouça Aqui!

As entrevistas com Filipe Catto, Marina Lima e Adriano Cintra e Vanessa da Mata durante a Semana de Música no Google+

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Especial Music Week – bloco I

Especial Music Week – bloco II

Ouça Aqui: O Climax de Marina Lima e a Tribo de Renegado no Vozes do Brasil


OUÇA AQUI

VOZES DO BRASIL BL.01 (Nana Caymmi em Liebe Paradiso, Flávio Renegado com Minha Tribo é o Mundo)

VOZES DO BRASIL BL.02 (MARINA LIMA)

Bônus Track: Aqui Marina fala sobre computadores e música e sobre as meninas do Literalmente Loucas cantando suas canções. Vídeo de Anna Turra.

Pra saber mais sobre Renegado e o cd Minha Tribo é o Mundo acesse Natura Musical.

Literalmente Loucas – As Canções de Marina Lima

Nessa sexta, dia 26 de agosto, na Fecap vamos fazer o show de lançamento do cd Literalmente Loucas, As Canções de Marina Lima. Esse disco reuniu 12 das mais descoladas cantoras brasileiras da novíssima geração em torno do repertório dessa compositora que abriu o caminho pra mulher no pop nacional. Lembram do Simples Como Fogo de 1979 que abria com uma versão de Dolores Duran? Pois é, de lá pra cá Marina nunca deixou de surpreender pela ousadia, liberdade, pela contemporaneidade de sua obra. Esse disco é um tributo e é um prazer fazer parte de tudo isso. Acompanhar a feitura das canções foi uma alegria tão grande quanto ouvir o sim entusiasmado de cada uma delas quando receberam meu convite. O mesmo entusiasmo e alegria que o DJ Zé Pedro ouviu de mim quando me chamou pra escolher as meninas pra cada faixa nessa nova empreitada da sua Jóia Moderna. Quando o disco ficou pronto chamamos Marina pra ouvir aqui em casa e a emoção foi grande.
Copio aqui o texto de apresentação que fiz pro cd e espero vocês lá no show. Temos uma banda base pra fazer a cama macia pras meninas formada pelos maravilhosos Rovilson Pascoal, Ricardo Prado, Zé Nigro e Guilherme Kastrup – nosso diretor musical. Teremos as projeções da talentosa Anna Turra e muitas participações especiais. O teatro é lindo e a noite vai ser boa! Pra ganhar convite ouça a Rádio Eldorado e saiba como, a 107,3 é nossa rádio oficial. Ou compre o seu no Ingresso Rápido clicando aqui no link LITERALMENTE LOUCAS!

AS MENINAS:

O texto:
O FIO DA MEADA

Quando recebi o convite da gravadora Jóia Moderna para um projeto chamado “Literalmente Loucas” sobre as canções de Marina Lima, nem precisei pensar para dizer sim. Uma idéia perfeita. Marina é uma referência, tem uma obra respeitável e sempre esteve inquieta em busca do novo, do contemporâneo. Nada mais adequado do que rever sua discografia com essa novíssima e talentosa geração de cantoras e compositoras brasileiras., todas focadas no mesmo assunto: a mulher que canta, que toca, que compõe, que não se acomoda, se entrega para o novo, se reinventa.
O DJ Zé Pedro me apresentou uma seleção de canções e o desafio de escolher a voz para cada uma delas. Que delícia! A grande dificuldade foi deixar de lado algumas vozes que eu adoro mas que não caberiam num disco somente com 12 faixas. E assim fui montando minha lista de “Marinas” a partir das afinidades que percebia entre as canções e as intérpretes: “Memória Fora de Hora” tem a leveza de Tulipa Ruiz; “Quem É Esse Rapaz” só podia ser de Andreia Dias com seu humor temperado de ironia; a levada de “À Meia Voz” me pareceu perfeita para a malemolência mulata de Anelis Assumpção; a doçura de Nina Becker pra “O Meu Sim”; a modernidade de Karina Zeviani para “Confessional”; o apuradíssimo senso estético de Iara Rennó que fez mil vozes em “Alma Caiada” (primeira música composta por Marina Lima em parceria com seu irmão Antonio Cícero em 1976); a densidade disfarçada da baiana Marcia Castro em “Meu Doce Amor”(somente gravada por Gal Costa em 1978); os timbres de sopros e os beats eletrônicos da carioca Claudia Dorei para o “O Solo da Paixão”; a especialíssima voz de Joana Flor realçando a a letra de “Seu Nome”; a sensualidade elegante de Bárbara Eugênia para o clássico “Por Querer”; a letra de “Tão Fácil” me remeteu imediatamente à inteligência de Karina Buhr e por fim , tive a surpresa de descobrir o talento de Graziela Medori em “Bobagens, Meu Filho, Bobagens”, gravada até então somente por Caetano Veloso em 1983.
Fiquei feliz de ver confirmadas as minhas idéias. Apostamos e deu muito certo. Aqui está a diversidade da nossa música pop contemporânea, o talento e a originalidade dessa geração que tem como referência a trajetória de Marina Lima como compositora e cantora inspirada. Reconheço aqui então então o fio da meada.
O primeiro LP de Marina, em 1979, tinha na capa sua imagem forte e sensual com uma guitarra entre as pernas e a primeira faixa era “Solidão” de Dolores Duran numa regravação completamente inesperada. Naquele momento ela assumia se interessar pela nobre linhagem da canção brasileira gravando a musa de Antonio Maria, a rainha da fossa, da dor de cotovelo e apontava, ao longo das outras canções do disco, para muito além do passado e de possíveis clichês, dando logo o seu recado autoral. Sua música tem no ventre a mistura e a renovação sem negligenciar a história.
Varias canções desse “Literalmente Loucas” são parcerias de Marina com seu irmão Antonio Cícero, um poeta genial que derruba as fronteiras entre livros e canções. E para ele também, aqui nesse disco, toda nossa admiração e reverência.
Um disco novo de Marina nunca passou desapercebido por mim. Todos fazem parte da minha história. Hoje muito me alegra fazer parte de um deles. Obrigada Marina, DJ Zé Pedro e Thiago Marques, obrigada minhas queridas cantoras e músicos extraordinários que arrasaram nas versões e me encheram de alegria.
Agora é só ouvir bem alto e celebrar!
Patricia Palumbo
Agosto de 2011

Para um Amor no Recife

Gosto muito de ler cartas. É quase como bisbilhotar a intimidade alheia mas com permissão. A intimidade em livros. As trocas entre Fernando Sabino e Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e seus vários amigos, Helio Oiticica e Ligia Clark, são inúmeros e leio todos que me cairem nas mãos. São registros da vida afetiva, doméstica, bastidores daqueles que nos interessam. Esses dias, lembrando das primeiras leituras de adolescente, comentei em casa como eu descartava livros que não me ajudavam em nada, quer dizer, os que não me apontavam caminhos, soluções pros dilemas que vivia. Isso mudou um pouco. Ainda procuro nos livros a minha orientação mas também aprendi a ler por puro prazer. Com a música acontece a mesma coisa. Tem as que mandam recados e as que divertem, as que trazem lembranças, as feitas pra voçê.
Todo esse preâmbulo pra dizer que não sei pra quem Paulinho da Viola fez “Para Um Amor no Recife” mas que se fosse pra mim eu derretia. Transcrevi a letra aqui nesse post – leia pra ver se eu não tenho razão.
Paulinho gravou esse lindo samba em 1971 com Elton Medeiros e Marçal marcando o ritmo e arranjo de Lindolfo Gaya. Marina Lima, no final dos anos 90 gravou com os teclados de Willian Magalhães no Registros à Meias Voz. No clipe o autor aparece tocando agogô. Lindos. Todos eles.

Para Um Amor no Recife
Paulinho da Viola

A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor
Meu amor eu não esqueço
Não se esqueça por favor
Que voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo este tempo passe
Para beijar você

Ouvi essa música e muitas outras com Marina Lima hoje logo pela manhã conferindo a edição do Natura Musical que fiz com ela. Ouvir a entrevista e as canções foi um prazer imenso. Sou fã dessa artista há anos e suas músicas pontuaram meus bastidores. Acompanho sua carreira, estou curiosa pra ouvir o novo disco com homenagens à São Paulo e participações de Karina Buhr e Edgard Scandurra. Muito curiosa.
No Carnaval de Recife uma prévia desse encontro tão improvável e interessante:

Músicas novas de Marina Lima no Vozes!

“Não Me Venha Mais com o Amor”, é parceria de Marina e Adriana Calcanhotto. Até a semana passado só em shows. Agora está na play list do Vozes do Brasil.
Preste atenção na linha melódica da guitarra, na batida que convida a dançar…
Pena que aqui só temos um trechinho, mas se você ouviu o Vozes da semana, tá lá a canção inteira com um arranjo matador. Dá pra ouvir sob demanda no link do Território Eldorado que você abre direto entrando na página aí em cima do blog PRA OUVIR O VOZES.

As cenas são dos ensaios pra um show em Porto Alegre. Nesse próximo vídeo tem um trechinho de outra música nova, desta vez só Marina Lima, letra e música: “Doce de Nós”.
Já estou com ela aqui em casa e vou tocar no próximo Vozes. Aguardem….

Moreno Veloso no Olodum e Marina Lima na Timbalada – Grito de Carnaval no Vozes do Brasil!!!

Eu gosto muito de carnaval, adoro o pretexto pra vários dias de folia, adoro as antigas marchinhas e até achava que a Chiquita Bacana existia de verdade. Quando era criança fazia parte de um bloco organizado por minha mãe e saía com meus irmãos e amigos na avenida da praia todos os anos. Começamos fantasiados de índios com um bumbo, duas caixas e um monte de apitos, nos últimos desfiles tínhamos carro alegórico e uma bateria campeã. Minha mãe compunha o samba enredo… Foram muito bons esses carnavais de rua.
Hoje tenho preguiça da aglomeração e do repertório dos trios, mas ainda gosto de assistir os desfiles e acompanhar o movimento de longe. E gosto especialmente dos blocos de percussão como a Timbalada e o Olodum que tem vida além da festa.

O Olodum tem escolas de canto, dança, percussão, o grupo de teatro de onde saiu Lázaro Ramos, gravações com Paul Simon, Ziggy Marley e Jimmy Cliff e aquela batida inconfundível. Achei no youtube, meu canal de tv preferido, esse vídeo de Rappin Hood com a Banda Olodum Mirim, um clip feito pro projeto Tambor Cidadão.

Moreno Veloso no cd “Maquina de Escrever Música”, o primeiro do projeto + 2, gravou a deliciosa “Deusa do Amor” em versão voz e violão e canta “… foi no bloco Olodum que encontrei meu amor…” Está na programação de carnaval do Vozes do Brasil dentro desse espírito de buscar pérolas no repertório da folia de momo.

O outro bloco que eu adoro é a Timbalada que começou depois que Carlinhos Bown virou o timbau e passou a tocar o instrumento de pé e com as duas mãos. Ele foi o maestro da Timbalada que já chegou a reunir 400 percussionistas de uma vez só. E isso é de uma força incomparável! Ele mesmo já gravou aguns sucessos de carnaval e faz a ponte entre o que antigamente se chamaria de lançamento de meio de ano com o que se toca nas ruas. Mas foi Marina Lima que se destacou numa apropriação de repertório. Ela gravou no disco “Abrigo” de 95, a canção “Beija Flor”, de Xexéu e Zé Raimundo. Tocou muito nas rádios naquele ano e eu toco até hoje. Me lembro de ver Marina fazendo a coreografia da Timbalada nos shows dessa turnê, charme total! O arranjo dela, de Willian Magalhães e Fernando Vidal ficou excelente. E o clip, feito por Andrucha Waddington é uma maravilha.

Esse é o grito de carnaval do Vozes do Brasil!!!