Hangout com Vanessa da Mata no Vozes em Casa – Ouça Aqui!

VanessadaMata2

 

 

Vanessa da Mata fala sobre seu novo disco, Segue o Som. O hangout você assiste aqui.

 

 

 

 

 

 

Vozes do Brasil – bloco I (Gal Costa, Fernanda Takai, Tita Lima, Beto Villares, Zélia Duncan, Emicida, Tulipa Ruiz, Malu Magalhães)

Vanessa da Mata no Vozes em Casa

Especial Music Week do Google+ – Ouça Aqui!

As entrevistas com Filipe Catto, Marina Lima e Adriano Cintra e Vanessa da Mata durante a Semana de Música no Google+

PhotoGrid_1381335860761

 

 

 

 

Especial Music Week – bloco I

Especial Music Week – bloco II

Quer conhecer boa musica? Vá aos shows.

 

Imagem

Acabo de chegar do Rio de Janeiro onde assisti a estréia carioca da turnê Chão, o mais recente trabalho do pernambucano Lenine. O  cd é cheio de interferências sonoras que comentam e ilustram as canções. Um canário belga chamado Frederico foi um dos responsáveis por todo esse movimento. Durante as gravações da faixa Amor é Pra Quem Ama o canário cantou loucamente, interagindo com a melodia. Ganhou participação especial no disco e ainda levou Lenine a buscar outras intervenções: uma cigarra, uma chaleira, uma motoserra, passos… E, inquieto como ele é, resolveu que o show só seria perfeito se esses sons pudessem percorrer o teatro levando para o público a experiência completa.  Assim foi. No histórico teatro Casa Grande no Leblon pude ouvir Frederico, a cigarra e a chaleira ao lado das guitarras e outros bichos do genial Jr.Tostoi e do baixo e outras inúmeras invenções suingadas de Bruno Giorgi, um dos filhos de Lenine e produtor de Chão.

Esse cuidado com o espetáculo, que teve direção de arte de Paulo Pederneiras (Grupo Corpo) refletem o cuidado com a obra e o respeito com o público. Lenine é um desses inventores de sons, um artista completo. Um cantautor que sabe como poucos se reinventar. E não por acaso tem na platéia um ícone como Milton Nascimento, a voz do famoso bordão: “todo artista deve ir até onde o povo está”.

Sai de lá pensando em tantos shows que eu já vi. Lembrei de Vanessa da Mata que hoje canta pra milhares de pessoas, se apresentando pra meia dúzia num teatrinho de escola de inglês na Vila Madalena. E lembrei do show de Chico Buarque em São Paulo em grande temporada como quase nenhum outro artista faz hoje em dia. Crônicas em profusão nos jornais. Homens enciumados falando da barriguinha dele, mulheres suspirando por seus olhos. E os versos? Imbatíveis. Na platéia gerações se rendendo aos encantos do nosso bardo maior. Helio Flanders, Criolo, Cida Moreira, Karina Buhr, todos igualmente emocionados com o mestre, aquele mesmo que já disse que a canção morreu…

Karina me contou que assistia aos shows do Chico em Recife pulando os muros e toureando seguranças. Ela e as amigas do colégio, ainda de uniforme, também viram o show de Tom Jobim e a Nova Banda e ganharam autógrafo numa embalagem de biscoito.

Não há melhor ocasião pra entender a obra de um artista do que o show. Nem mesmo os discos gravados ao vivo substituem essa experiência. É ali que se dá o recado completo. Com o figurino, a iluminação, o cenário, a conversa musical com os músicos da banda, e essa cumplicidade pode ser apreciada, vivenciada pelo fã. Porque o que acontece no estúdio, ou no momento da composição, a gente só pode imaginar. E muitas vezes, imagina errado. Exemplo divertido é de um clássico da musica pop que ganhou versão bossa and roll de Rita Lee: Every Breathe You Take, do Police. Quase todo mundo que ouve ou cantarola essa balada pensa num deliciosa história de amor. Pois o autor, Sting, tinha na cabeça um personagem obcecado, quase um psicopata.

Mas é como diz nosso velho Chico, não importa se ainda estão juntos a pequena de cabelos cor de abobora e o senhor de cabelos brancos, o blues já valeu a pena.

Pensando em tudo isso, termino esse texto correndo pra assistir no pequeno auditório do SESC Vila Mariana o show de Gui Amabis. Produtor de muita gente bacana da novíssima turma ele agora se lança cantor e compositor e está fazendo bonito. Seu cd de estréia, Memórias Luso Africanas, tem participações de Céu, Tulipa Ruiz, Criolo, Lucas Santana, só gente boa. Vou lá pra ver. Ao vivo é sempre melhor.

 

*esse texto foi publicado no Cadrno C2+Musica do Estadão do dia 24/03/2012

 

 

Cantando junto…

No final de semana do Festival Natura Nós fui entrevistar Vanessa da Mata sobre seu novo disco, “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”. Só de esperar por ela na passagem de som já me diverti horrores ouvindo aquele delicioso convite à felicidade que é “Ai, Ai, Ai…”. O banho de chuva se anunciava e caiu mesmo na tarde do show. Saí de lá com vontade de belas praias e cachoeiras…
Bom, ouvindo o cd novo descendo a serra em direção ao mar, chego finalmente na linda parceria com Gilberto Gil, a última faixa do disco, “Quando Amanhecer”. Virou looping. Não parei mais de ouvir até chegar em casa, decorei a letra, enlouqueci com a beleza daquela harmonia meio dissonante, timbragem perfeita das duas vozes, virou minha canção preferida da semana.
Lembrei de Cássia Eller me contando que sempre cantava junto com Marisa Monte, colocava o disco dela na vitrola e ficava em casa feliz da vida fazendo dueto com uma de suas vozes preferidas…
Fiz a mesma coisa com Vanessa e Gilberto Gil. Cantei “Quando Amanhecer” todos os dias pela manhã inventando um trio e fazendo de conta que a canção foi feita pra mim. É pra isso mesmo que elas servem, não é? As canções, eu digo.
Compartilho aqui com vocês essa beleza de música.

E falando em cantar junto, vejam esse encontro entre Norah Jones e Keith Richards que o jornalista Sérgio Martins postou um dia desses e eu roubei. Adoro os dois mas nunca poderia imaginar que se dessem bem dividindo o microfone. A canção se chama “Love Hurts” e foi gravada num tributo ao maluco Gram Parsons, o cara que mostrou o country norte-americano pros Stones e estava por perto na época do excelente álbum Let it Bleed.

O novo clipe de Vanessa da Mata e saudades de Jussara Silveira

Duas lindas vozes do Brasil, duas mulheres sensiveis e adoráveis.
Vanessa da Mata está lançando cd novo e deve mostrá-lo nesse final de semana no festival Natura Nós. Jussara Silveira está sempre em busca de novas canções e cada vez que aparece no palco nos enche de alegria.

Vou mostrar aqui o novo clipe de Vanessa gravado durante a gravação do novo disco com aquelas imagens que a gente raramente vê, a intimidade dos músicos no estúdios. A canção é linda…

Vanessa da Mata – Aquele Casal

E aqui uma homenagem de um fã que destaca o duelo de bandolins nesse lindo arranjo de Mauricio Pacheco. Saudades de Jussara Silveira e sua poesia…

Jussara Silveira – Caravela

No ar: Rádio Natura Musical

Lançamento do programa de rádio do Natura Musical com Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e eu numa festa na Bahia.


Há cerca de 3 anos levei pra Natura uma proposta de “fazer rádio”. Já era uma vontade antiga da empresa, tanto do pessoal do marketing quanto da presidência, e minha idéiia era juntar minha experiência com o Vozes do Brasil e a vocação deles de fomentadores da diversidade.
Bom, quem conhece o meu primeiro livro de entrevistas talvez se lembre da introdução que escrevi :“Entre as Linhas e as Letras das Canções”. Pois bem, esse texto, publicado em 2002, fala sobre minha curiosidade e sobre o trabalho que venho fazendo desde que perguntei ao Cazuza se ele gostava mesmo de Dolores Duran e Lupicinio como eu imaginava. Aos 18 anos eu era uma foca atrevida mas acertei no palpite e fiz minha primeira entrevista pra valer atrapalhando a coletiva da turma mais séria e mais velha. Cazuza adorou o tema e só falou disso dali pra frente. Assim como eu. Meu assunto tem sido esse, como nascem as canções, que história de vida faz de alguém um artista, um músico, um cantor? E, devo dizer, tem sido muito bom trabalhar com isso.

Com o projeto Natura Musical, que é muito mais que uma série de programas de rádio, eu tenho vivido situações emocionantes. Conversei longamente com Vanessa da Mata sobre sua infância no Mato Grosso, troquei leituras com Arnaldo Antunes e soube de Marisa Monte que um dos momentos mais incríveis da carreira dela foi cantar ao lado de Roberto Carlos.

Não resisti e fui buscar pra postar aqui. E é lindo de ver Marisa e Roberto cantando juntos.

Esse material serve pros programas especiais de meia hora e eu ainda converso com muitos artistas sobre suas músicas e histórias. Vai pro ar em 3 emissoras e fica sob demanda no portal Natura Musical. Estamos fazendo um acervo inacreditável, variado e interessantíssimo.

Como eu disse, não é só rádio, tem vídeos incríveis, tem programação musical pra diversos estados de espírito e os editais da Natura que patrocina os artistas mais diferentes, de Naná Vasconcelos a Marcelo Jeneci, de Lenine a Delcio Carvalho e Dona Ivone Lara. A diversidade brasileira é o estofo dessa empreitada da qual me orgulho de fazer parte.

Aqui tem Vanessa da Mata em seu habitat paulistano natural. Um filme muito delicado e sensivel.

Por essas e outras eu recomendo acompanhar o Natura Musical. Ouça no rádio e visite o portal, pra quem gosta de boa música brasileira é um prato cheio!

Na coxia* com Vanessa da Mata

vanessa ensaio
Vanessa da Mata foi criada no Mato Grosso, cantava como passarinho, empoleirada num galho de árvore, ouvindo o som dos rios da sua terra e os ensinamentos de sua vó, dona Sinhá. Foi pra ela que Vanessa fez “A Força Que Nunca Seca” gravada por Maria Bethania.
Me lembro de ver Vanessa num palquinho pequeno na Vila Madalena cantando pra dez pessoas e de tocar sua música antes mesmo dela gravar seu primeiro disco. Quando a vejo hoje cantando forte e bonito pra uma platéia imensa, milhares de pessoas cantando “o que a gente precisa é tomar um banho de chuva…” na maior alegria, fico imensamente feliz e admiro sua força e sua delicadeza.
Vanessa é uma compositora como poucas. Ela canta seu universo de coisas simples e femininas. Traz na sua música a vivência de menina de pés no chão que sabe dar valor a uma mangueira no quintal e tudo isso cresce no palco com aquela força herdada de dona Sinhá.
Vanessa me disse que admira em Maria Bethânia a capacidade de ser popular e ao mesmo tempo passar os recados que quer. Ouso dizer que Vanessa já faz o que admira. Suas letras nem sempre são convencionais. Ela conta histórias e joga idéias bem particulares em rede nacional. Adoro!
No palco, a menina já é uma presença e tanto. Uma mulher que canta o universo feminino e roda as saias coloridas no cenário florido. É lindo de ver.
Foi inspirador ver a passagem de som e depois acompanhar a transformação na hora da cena. Fui vê-la para uma entrevista e fiquei pro show. Na foto ela aparece ensaiando com Gustavo Ruiz uma canção inédita pro show da noite. E na hora do espetáculo eles fizeram assim mesmo, sentados no chão.
Essas experiências fazem valer o meu trabalho.

*Coxia ou Bastidores é o lugar, situado dentro da caixa teatral, mas fora de cena, no palco italiano, em que o elenco aguarda sua deixa para entrar em cena em uma peça teatral. Por analogia, é qualquer espaço situado fora de cena, em que os atores aguardam sua entrada na cena.