GAL COSTA FALA DE ESTRATOSFÉRICA NO VOZES DO BRASIL – ouça aqui as chamadas! Vai pro ar em todas as rádios parceiras!

Uma tarde de entrevista com Gal Costa para o Vozes do Brasil. No rádio pela primeira vez ela fala sobre Estratosférica.

Uma tarde de entrevista com Gal Costa para o Vozes do Brasil. No rádio pela primeira vez ela fala sobre Estratosférica.

Especial Lançamentos Vozes em Casa – Ouça Aqui!

Estudio

Um programa especial dedicado aos lançamentos e novidades.

 

 

 

 

 

 

 

Vozes do Brasil – bloco I (Ava Rocha, Jonas Sá, Gal Costa, Metá Metá, Lira, Siba)

Vozes do Brasil – bloco II (Gilberto Gil, João Gilberto, Adriana Calcanhotto, Elza Soares, Caetano Veloso, Thiago Pethit, Cássia Eller)

Vozes ao Vivo 2001 com Rita Ribeiro – Retrospectiva 15 anos Vozes do Brasil

RitaRibeiro

Começando a Retrospectiva de 15 anos do Vozes do Brasil com uma gravação de 2001 do projeto Vozes ao Vivo, com Rita Ribeiro como convidada e com a participação da platéia fazendo perguntas e com trilha ao vivo do trio Música Ligeira.
e mais um trecho do Hangout sobre o Carnaval com Karina Buhr.

 

Vozes do Brasil – bloco I e Hangout com Karina Buhr (Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai, Cassia Eller, Junio Barreto, Lirinha) 

Vozes do Brasil – bloco II e Vozes ao Vivo com Rita Ribeiro – 2001 (Los Sebosos Postizos, Marcela Bellas) 

Rádio feito em casa

O Vozes do Brasil já tem quase 15 anos e até por isso mesmo já teve vários formatos. Já foi diário e ao vivo, já foi de dia, de noite, já foi feito em auditório e em estúdios bacanérrimos como o Outra Margem de Paulinho Lepetit. Hoje ele é feito em casa. Na minha mesmo. Recebo os músicos num pequeno estúdio que montei com computador, mesinha de 4 canais e dois microfones cardióides (terminologia recém aprendida por esta vos escreve e que usa tais instrumentos há quase 30 anos!).
Tem sido uma delícia! Não só pela evidente facilidade e privilégio que é trabalhar em casa numa cidade como São Paulo mas principalmente pela possibilidade do encontro. Recebo em meu programa e em minha casa, artistas que eu admiro, pessoas que eu adoro conhecer. Kassin me trouxe docinhos pra tomar com café, com os meninos do Passo Torto fiz uma grande mesa de conversa na sala, Lenine ficou tentando arrumar as caixas do meu rádio mais antigo, Domenico ficou trocando impressões sobre nossa origem italiana comum, Mariana Aydar me trouxe Letieres Leite, Filipe Catto foi comigo pra cozinha, Lucas Santanna adorou a minha cachorrinha golden… e eu só estou contando das últimas.
A música é a arte da conexão, me disse hoje o maestro Letieres. Entre as pessoas e com o divino, como bem lembrou Lenine. E conectados que estamos, esses encontros correm pro Instagram, pro Facebook, pro Twitter e criam expectativa pra audição dos programas gravados aqui.
A rede Vozes do Brasil no rádio já tem 7 emissoras e seguimos correndo atrás pra aumentar esse número de parceiros. Quanto mais gente conectada pela música, melhor. Seja pela internet, pelo rádio ou assim de pertinho como no Vozes em Casa.
Letieres queria que fosse ao vivo. Eu também. Uma hora dessas a gente começa a por no ar essas gravações na hora mesmo em que elas acontecem. Como diz meu amigo Rodrigo Savazoni, especialista no assunto tecnologia, preciso chamar um moleque que entenda disso!

FILIPE CATTO NO VOZES EM CASA

VOZES EM CASA FILIPE CATTO (bl.01)

VOZES EM CASA FILIPE CATTO (bl.02)

O Mundo Novo Antigo de Filipe Catto
por Patricia Palumbo

Porto Alegre é um manancial. Por ali nascem, crescem e se reproduzem talentos que muitas vezes ficam por lá, satisfeitos. Não foi assim com Filipe Catto. Quando se viu pronto lançou pela internet um ep para dowload gratuito e fez barulho na imprensa de todo Brasil. Esperteza de um jovem veterano.
Ainda menino cantava em bailes e festas com o pai e numa de suas primeiras experiências enfrentou uma platéia de 3 mil pessoas. Nenhuma timidez. Foi criado para isso, jamais pensou em fazer outra coisa da vida que não cantar e compor. Daí a sua naturalidade impressionante. Filipe domina o microfone, a dinâmica da banda e tem carisma de sobra para calar a audiência mais barulhenta, no palco se sente em casa.
Sua voz de timbre raro, seu canto afinadíssimo, estão à serviço de um discurso coerente. Dramático sem ser nostálgico, atitude rock’n roll com a sofisticação estética de um Oscar Wilde contemporâneo. Suas leituras de Hilda Hilst ou Caio Fernando Abreu se misturam às crônicas de um cotidiano romântico e compoem um repertório cheio de charme e crueza. Filipe gosta de falar de amor. Do amor entregue, da paixão desregrada, passional. Pra isso se serve do tango, do samba canção e do blues. Brinca com gêneros e ritmos levando muito a sério a missão do intérprete. É um cantor que se dá para à canção como fazem suas musas e referências para o ofício: Cássia Eller, Elis Regina, Janis Joplin, Bethânia, P.J.Harvey, Maysa. Sem fronteiras para épocas e estilos. Qualquer coisa entre Dolores Duran e Amy Winehouse.
Filipe é um contratenor, uma definição que se aplica muito mais à música erudita do que à popular, mas tecnicamente falando é um cantor de voz especialmente extensa que atinge graves de barítono ou baixo se quiser, mas que lembra uma voz feminina de registro mais grave. Segundo Suely Mesquita, cantora, compositora e preparadora vocal, o cantor com esse tipo de voz incomum tem a capacidade de comover com a delicadeza e as nuances de timbre que se prestam muito bem a efeitos dramaticos. Mas é claro que não basta ter esse registro de voz para gerar impacto na platéia, é necessário ter estilo e expressão própria, o que não é problema para Filipe Catto. Há quem se apaixone por ele só de ver um videozinho no Youtube.
E esse jovem letrista, que admira Chico Buarque, é um compositor que não tem medo da palavra, diz que gosta de falar de sentimentos inconfessáveis. Essa coragem, ou despudor juvenil, lhe confere uma personalidade encantadora e fascinante. É ele mesmo um personagem, um poeta de séculos passados usando jeans e tenis All Star. Bonito e sedutor como um jovem Rimbaud. Com a liberdade dos artistas de seu tempo – que hoje tem o privilégio de fazer música por amor a arte e não para atender as demandas de um mercado falido, Filipe canta a sua verdade, e é esse o mundo que queremos conhecer. Uma Saga que, na verdade, está só começando.

Djavan no Vozes do Brasil vol.3

Já está em produção o terceiro volume de entrevistas Vozes do Brasil. Ontem estive com Djavan no Rio de Janeiro e tive a sorte de presenciar a chegada do prêmio Grammy pelo disco Ária. Nessa foto ele folheia o Vozes do Brasil vol.2 que deixei de presente de aniversário. Não posso deixar de dizer aqui que o site oficial desse nosso querido é espetacular! Raras vezes consultei um site tão completo. Todos os discos com ficha técnica!!! Pra mim é o paraíso. Já escrevi aqui no blog sobre Djavan por ocasião do show que lhe rendeu mais esse Grammy. Estudando sua obra antes de fazer a entrevista me dei conta – outra vez – do quanto ele faz parte da minha vida com suas canções. Da minha e toda a torcida, claro. Releio o post aqui nesse link: Djavan Está na Cidade. E veja aqui o site do Djavan.

BAMBAS DOIS é o máximo!

Breve no Vozes do Brasil esse trabalho incrível feito pelo Bid com muitos parceiros do Brasil e da Jamaica. No BAMBAS DOIS tem baião com reggae, maracatu com dance hall, arrasta-pé com ska.Bom demais! Não vou adiantar nada pra não estragar a surpresa do programa, mas olha só a foto da entrevista pra ter uma idéia do que eu curti.