Diversidade é isso! Destribificar!

No Vozes Do (co) Mentado o genial André Abujamra mandou esse verbo pela primeira vez : destribificar. E ele anda fazendo isso por aí afora, misturando tudo que aparentemente não tem a ver e fica incrível. Alma não tem cor e música não tem fronteira.
Aqui no Vozes do Brasil a destribificação rola forte.
Minha agenda dos ultimos dias não me deixa mentir.
Aqui em casa entrevistei Claudia Dorei e falamos do seu trip hop tropical; Dani Gurgel esteve aqui com Vinicius Calderoni e falamos sobre as canções que eles fazem e cantam; Arícia Mess fez uma audição linda de seu novo disco pra nossos queridos e seletos convidados; Zeca Baleiro e Nô Stopa fizeram três músicas juntos ao violão só pra tocar no Vozes; Diogo Poças me recebeu no estúdio novo e cantou bonito a beça.
Vai tudo pro ar! Enquanto isso, curtam por aqui um pouquinho do que o Youtube nos proporciona e experimentem a diferença!

Claudia Dorei

Aricia Mess

Dani Gurgel

Os portugueses do CLÃ no Sesc Pompéia e no Vozes do Brasil

Acabo de voltar do Sesc Pompéia onde fui me encontrar com a banda portuguesa Clã. Eu os conheci há alguns anos através do Pato Fu e de Arnaldo Antunes de quem são parceiros. Nesse final de semana eles trazem para São Paulo o show de lançamento de um cd feito especialmente para ser lançado no Brasil: Catalogue Raissoneé.
O cd é um apanhado de 17 anos de história do grupo. No repertório a primeira parceria entre Arnaldo Antunes e Helder Gonçalves, uma parceria com John Ulhoa e uma canção dos Tribalistas para reafirmar a estreita relação da banda com a música feita no Brasil. Pra esses shows em São Paulo ainda teremos a participação de Zeca Baleiro. Sem esquecer que o Clã participou da excelente coletânea da obra de Waldick Soriano, Eu Não Sou Cachorro, Mesmo” e a banda curtiu muito a experiência de tocar música brega brasileira.
A Banda tem uma formação diferente: Manuela Azevedo (voz), Hélder Gonçalves (baixo piccolo), Miguel Ferreira (teclados), Pedro Biscaia (teclados),Pedro Rito (baixo) e Fernando Gonçalves (bateria). Percebeu? São dois tecladistas, dois baixistas e nehuma guitarra. O baixo piccolo que Helder toca foi “inventado” por ele que trocou as cordas do instrumento tradicional. Na entrevista pro Vozes no rádio ele explica direitinho.
As fotos foram gentilmente tiradas pelos rapazes do Clã enquanto eu fazia a entrevista. Adorei! Obrigada!

Agora vejam que delicia de canção que é “Sexto Andar”. Faz parte do cd Cintura.

Takai e Cherhal cantam Berimbau no Station Brésil

remy e euQuando entrei no palco, ao lado de Rémy, para apresentar essa noite do Station Brésil lembrei da ciranda e do mangue beat de Pernambuco. Somos antropofágicos por natureza. Por isso é muito bom assistir um encontro onde os artistas se entregam à proposta da mistura. A francesa Jeanne Cherhal tem sido minha preferida nessas noites de Station Brésil. Pros brasileiros a brincadeira já faz parte, é comum a integração e existe até, ouso dizer, uma facilidade em correr atrás da nota, aceitar um desafio.
No caso de Jeanne me impressionou a dedicação e a vontade de fazer direito com tão pouco tempo de ensaio. Com a Banda de Pífanos em João Pessoa ela já tinha arrasado e em Recife ela teve a sorte de encontrar Fernanda Takai que também leva a sério esse tipo de oportunidade. Elas fizeram juntas duas músicas. A primeira foi Berimbau, da leva Baden/Vinicius, bastante conhecida na França. A segunda, já no show de Jeanne, foi em francês, com Fernanda tirando de letra um repertório apresentado a ela naquele mesmo dia. Que orgulho!!
jeanne takai perto

Outro bom momento foi o encontro de Mariana Aydar com Spleen. Eles fizeram juntos uma música da francesa Camille, que já esteve algumas vezes no Brasil e tem fãs e parceiros por aqui. Duas energias bem diferentes no mesmo palco e deu certo! Spleen faz um som mais visceral, hip hop, funk, masculino. E Mariana é aquela doçura que a gente conhece.
Foi a primeira vez que ela se apresentou em Recife e o público a recebeu muito bem! Cantaram junto e alto todas as canções que ela fez: “Zé do Caroço”, “Deixa o Verão”, “Peixes”, foi lindo de ver! A banda foi montada com Duani nas percussões, bateria, cavaquinho e a luxuosa participação de Webster Santos e Paulinho Lepetit.
kavita e spleen
Fecharam a noite dois bardos: Zeca Baleiro e Louis Bertignac que acabaram fazendo Beatles no momento da jam. O público adorou.
Pra saber mais, ver as fotos oficiais e a cobertura em francês do meu colega Rémy, acesse o site:
http://www.stationbresil.com.br/

Eles tem o charme, nós temos o ritmo e a música aparece!

mestre de cerimoniasContinuo com o Station Bresil aqui no blog. Essa noite Recife recebe franceses e brasileiros para mais um grande encontro. Chico César, Naná Vasconcelos, Fernanda Takai, Mariana Aydar, Siba e Zeca Baleiro já estão por lá ensaiando, trocando, inventando.
Vamos ver o que a França deixa aqui e o que levam pra lá os músicos do festival depois desse banho de ritmo e diversidade.
Desde os tempos de Ernesto Nazareth a música francesa se mistura com o batuque negro das ruas do Brasil. Assis Valente brincou com sua Tem Francesa no Morro. Wilson Simonal apelidava o molho da sua música de champignon. Zélia Duncan fez em seu novo trabalho duas versões de Alex Beaupain. Atravessa as décadas essa parceria que se celebra agora em 2009, o ano da França no Brasil e eu tenho o prazer de participar como Mestre de Cerimônias desse Festival Station Bresil. Nessa quarta embarco pra Recife.

Aqui um pouco em imagens do primeiro encontro em João Pessoa.
jeane e os pífanosencantados

station bresil